quinta-feira, 11 de outubro de 2018

CARRUAGENS "SCHINDLER"

Estes veículos circulantes ferroviários são de dois tipos distintos; um somente para passageiros e outro com um pequeno espaço de furgão para transporte de volumes e bicicletas.
Devem a sua designação ao fabricante, tendo sido construídas no decorrer dos anos de 1949 e 1950. Podem ser tracionadas a uma velocidade máxima de cento e vinte quilómetros/hora, sendo a sua lotação de noventa e dois ou setenta e dois lugares, consoante os dois tipos. Numa das extremidades estavam equipadas com instalações sanitárias e originalmente existiam de primeira e segunda classes no mesmo veículo ou exclusivamente de uma ou de outra categoria.
Ao fim de algum tempo encostadas sem fim à vista e previamente destinadas a sucata, algumas unidades foram reabilitadas nas oficinas de Contumil, no Porto ou de Gueifões, em Matosinhos, circulando atualmente nas linhas do Douro e do Minho, integrando composições históricas, nomeadamente o comboio "miradouro". Não estão equipadas com o modernismo do ar condicionado, no entanto pode-se perfeitamente viajar com as suas amplas janelas abertas.
Dois exemplares completamente reconstruídos que fazem recordar os
tempos áureos da nossa ferrovia.

Integradas na composição especial denominada por
"miradouro".

Vista parcial do interior bem espaçoso e com boa luminosidade natural.
Os assentos estão dispostos frente a frente e são duplos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CP - E01

Trata-se de uma série de locomotiva a carvão, composta apenas de uma única unidade que foi utilizada pelos "CAMINHOS DE FERRO DO ESTADO", concretamente pela sua divisão de minho e douro e pela sua sucessora, a "COMPANHIA CAMINHOS DE FERRO PORTUGUESES". Era exclusivamente de via métrica - mil milímetros entre carris - e atingia a velocidade máxima de trinta quilómetros/hora. Tinha duas rodas motrizes e entrou ao serviço durante o ano de 1922, prestando serviços até finais do ano  de 1984. Foi construída pela firma "Henschel & Sohn" e originalmente a sua bitola era de novecentos milímetros.
A sua função era a de manobrar composições em perímetros ferroviários de estações e o único exemplar pode ser visto em zona a descoberto, em pedestal próprio na Estação Ferroviária do Peso da Régua que integra a linha do Douro.
Embora se encontre a descoberto o exemplar mostra todas as
suas caraterísticas.

Já começa a demonstrar alguns sinais das intempéries a que
está sujeita, mas sendo exemplar único é positiva a col0cação
da mesma em recinto facilmente visitável! 

O nome do fabricante, a numeração sequencial e o ano
de fabrico podem ser facilmente comprovados. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA REDE

Esta REDE refere-se a uma gare que serve a freguesia de Vila Marim no concelho de Mesão Frio e que se localiza ao ponto quilométrico (PK. 94,614) da linha do Douro. É servida pelas composições de tipologia "regional" e encontra-se dotada de sala de espera, lavabos com casas de banho, praça de táxis e acessos a pessoas de mobilidade reduzida ou em cadeiras de rodas. Entrou ao serviço comercial em 15 de julho de 1879, possuindo presentemente duas vias de circulação com a extensão de duzentos e noventa seis (296) metros, com as plataformas a terem o comprimento de cento e setenta oito (178) e cento e cinquenta três (153) metros e a altura de trinta (30) e noventa (90) centímetros.
Já a anoitecer o digno chefe da estação obriga a composição
a parar, exibindo a lanterna com a luz vermelha acesa. 
As duas séries das composições "UTD" que foram alugadas à congénere
espanhola "Renfe" para suprir a falta de material circulante 

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO JUNCAL

A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO JUNCAL" é uma gare que serve a atual "união de freguesias de Paredes de Viadores e Manhuncelos" do concelho do Marco de Canaveses, que integra a linha do Douro na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK. 64,910). Tem acesso pela Rua do Juncal e encontra-se dotada de sala de espera, quarto de banho, posto telefónico público e acesso a pessoas com mobilidade reduzida ou em cadeiras de rodas. É servida pelas composições de tipologia "regional". Entrou ao serviço comercial em 15 de setembro de 1878. Presentemente possui duas vias de circulação com a extensão de trezentos e sessenta dois (362) metros, mas apenas uma plataforma com cento e quinze (115) metros de comprimento e a altura de trinta (30) centímetros. Esta infraestrutura é precedida por um dos maiores túneis ferroviários portugueses, creio que o sexto, dada a sua extensão de mil e setecentos metros.
No sentido da marcha a saída do túnel cujo comprimento é superior a quilómetro e meio!

A fachada do edifício ferroviário "by night"!

Perímetro ferroviário da estação, pelo lado oposto, "by night".

Cruzamento entre composições pela noite.

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE ERMIDA

ERMIDA que para aqui interessa é um dos lugares que constituem a freguesia e vila de Santa Marinha do Zêzere do concelho de Baião de onde dista cerca de seis quilómetros.
A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA ERMIDA" é uma gare que integra a linha do Douro na qual se localiza ao ponto quilométrico (PK.84,090) e que é servida pelas composições de tipologia "regional" e "inter-regional", encontrando-se dotada de bilheteira, sala de espera, lavabos, praça de táxis, aparcamento  automóvel e casas de banho adaptadas a deficientes. Entrou ao serviço comercial em 15 de julho de 1879 e atualmente possui duas vias de circulação com a extensão de trezentos e setenta seis (376), as plataformas têm o comprimento de duzentos e vinte (220) e cento e cinquenta (150) metros, com a altura única de quarenta (40) centímetros.
Chegada do comboio "miradouro" formado por duas carruagens
"Schindler" dos anos quarenta do século passado.

A composição era tracionada pela EE1455 na sua segunda viagem ao 
Douro após haver saído das oficinas onde foi renovada e pintada
nas cores originais, mantendo o antigo logótipo da operadora ferroviária.

Cruzamento com uma composição das que habitualmente fazem o percurso
na totalidade desta linha, que são espanholas e alugadas pela nossa operadora.

Depósito de água existente no perímetro ferroviário e que embora em nossos
dias não tenha utilidade, encontra-se bem conservado.

A composição bem enquadrado no ambiente ferroviário da estação.
Que beleza de comboio!