terça-feira, 15 de maio de 2018

IGREJA DE SÃO NICOLAU, PORTO

* A "IGREJA DE SÃO NICOLAU" de que aqui se vai escrever, situa-se na extinta freguesia homónima da cidade do Porto.
Nos finais do século XVI (dezasseis, para quem não se lembra da numeração romana) a única freguesia que então existia na cidade invicta - SANTA MARIA DA SÉ - foi fracionada em quatro pelo na altura bispo do Porto, de seu nome Marcos de Lisboa. Dessa divisão vieram a resultar as freguesias da Sé, da Vitória, de São Nicolau e de São João Baptista de Belomonte, que posteriormente veio a ser extinta, ficando a sua área repartida pela Vitória e São Nicolau. Desde o século XIII (treze) que os serviços religiosos daquela zona eram efetuados numa pequena ermida, que se veio a manifestar ser insuficiente para a necessidade. Assim, resolveu-se proceder à demolição daquela ermida e no seu lugar edificar-se a Igreja de São Nicolau, isto no ano de 1671. As tragédias são imprevisíveis e esta igreja ficou seriamente danificada por um incêndio que ocorreu em 1758. De imediato ficou decidido a reconstrução daquele templo que veio a ficar concluída no decorrer do ano de 1762. A reconstrução obedeceu a um estilo misto - neoclássico e barroco - da autoria do Frei Dom Manuel de Jesus Maria, no tempo em que a cidade tinha como bispo Dom Frei António de Souza.
Desde essa altura e até nossos dias, que na fachada se encontra um frontão cortado por um nicho onde foi colocada a imagem em granito do santo padroeiro. O interior do tempo que foi executado com uma só nave,  é tapado com abóboda em tijolo; por sua vez, o retábulo de estilo rococó e em talha dourada, teve mãos do Frei Manuel de Jesus Monteiro, com o painel da autoria do pintor João Glama.
Por último, na sacristia podem-se ver várias obras de arte e valiosas peças de ourivesaria. De Hamburgo vieram os arcazes, no ano de 1817, os quais possuem os puxadores em bronze. De entre as peças de ourivesaria, destacam-se o cálice do século XVI (dezasseis) com tintinábulos, uma píxide rococó de prata e com legenda na base; um outro cálice em prata dourada e também do mesmo estilo e, finalmente, dois gomis com as devidas salvas manufaturados no século XVIII (dezoito), tudo da autoria do ourives portuense, Domingos de Souza Coelho.
Durante o ano de 1832 foi acrescentado um adro gradeado que visava a proteção das sepulturas e em 1861 toda a frontaria foi coberta de azulejos, tal como se encontra no presente
Fotografia tirada em 05 de maio de 2018. A imponente fachada
da Igreja de São Nicolau, junto ao Infante, no Porto

NA.: O texto teve por base a "Wikipédia livre" e uma publicação sobre o património edificado na cidade do Porto da autoria dos serviços culturais da autarquia portuense.
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segunda-feira, 14 de maio de 2018

BMW ISETTA

* O "ISETTA" foi um microcarro produzido em vários países posteriormente à Segunda Guerra Mundial, concretamente entre os anos de 1956 a 1961, sendo o fabricante a marca "BMW". O modelo atingia a velocidade máxima de oitenta e cinco quilómetros/hora e detinha uma capacidade de carga de cerca de duzentos e vinte quilogramas. A principal diferença era o acesso ao interior que se fazia através de uma porta frontal e o baixo consumo de combustível, uma vez que tinha autonomia até vente e cinco quilómetros com somente um litro de gasolina. Devido à forma da carroçaria em Portugal ficou conhecido como "Ovo". Crê-se que toda a produção terá ficado pelas duzentas mil unidades.
Em nossos dias seria mais um triciclo motorizado e fechado.
Tem três rodas, a traseira fica ao meio.

AUTOCARRO SALVADOR CAETANO B58

* O AUTOCARRO SALVADOR CAETANO B58 é um veículo clássico que atualmente integra o espólio do "CLUBE VIAÇÃO CLÁSSICA".
* O veículo em causa havia sido adquirido no mês de fevereiro do ano de 1977, pelo então "Serviço de Transportes Colectivos do Porto - STCP" incluído num lote de duzentas unidades, que seria a maior encomenda jamais efetuada por aquela entidade e de uma só vez. Áquela viatura veio a ser atribuído o número 640, iniciando o serviço comercial em abril de 1977, carroçada pela sociedade Salvador Caetano. Das inovações aplicadas nesta série constava a suspensão pneumática e o bloqueio de marcha, sempre que a porta traseira estivesse aberta. Estes veículos fizeram serviço em todas as linhas da sociedade portuense, incluindo as de periferia, até serem abatidos em fevereiro de 2002. No caso em apreço, o abate deu-se em setembro do ano 2000, tendo posteriormente  - 2002 - vindo a ser adquirido pela então Junta de Freguesia de Vila Boa de Quires, concelho do Marco de Canaveses. Uma vez que esta o utilizou poucas vezes, terá ficado algum tempo imobilizado naquela freguesia. Assim, os edis da autarquia resolveram aliená-lo, tendo sido comprado pelo atual proprietário que o restaurou completamente, mantendo todas as caraterísticas originais, incluindo a côr. Desta forma o autocarro encontra-se apto a circular ao serviço de entusiastas e associação daquele clube.
Apesar dos seus quarenta anos, está completamente renovado!

Ambos são históricos. Um circula sobre carris o outro circula em arruamentos.
 

ZORRA NÚMERO 58

* Este vocábulo aplica-se a transportes, mas raramente vem associado a este tipo.
Desde finais do século XIX que este tipo de carro elétrico pertencia à frota da então "Companhia Carris de Ferro do Porto", servindo para transportar o carvão das antigas minas de São Pedro da Cova, no concelho de Gondomar, até à central termoelétrica de Massarelos (edifício onde funciona o museu). Como eram veículos vagarosos e pesados, maioritariamente circulavam à noite, daí a necessidade de possuírem sob as duas cabines de condução, um farol de longe alcance.

Os únicos ocupantes do veículo eram os guarda-freios.
Na lateral pode-se observar as caraterísticas do veículo.

De cabine a cabine! O espaço para a carga!
No cimo da cabine, nota-se o farol de longo alcance

A "carga" aqui é animada e ... musical!

sábado, 12 de maio de 2018

VAGONETA NÚMERO 80

Será uma  verdadeira relíquia que integra o acervo do Museu do Carro Elétrico do Porto. Trata-se de um veículo atrelado, exclusivamente destinado ao transporte de peixe. Foi construído nas oficinas da então "Companhia Carris de Ferro do Porto" no ano de 1932. Este tipo de veículo era usado no percurso entre a lota de Matosinhos (sim, já por lá passaram elétricos) e os mercados da cidade do Porto, sendo rebocados por carros elétricos onde viajavam as peixeiras, sejam as vendedoras do peixe).

Verdadeira relíquia que era rebocada sob carris!
Fotografia pertença do autor e tirada no  interior do museu.