terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUINTA DE SACAIS!

* A "QUINTA DE SACAIS" fica na freguesia do Bonfim, cidade do Porto, e é uma das muitas quintas que  rodeavam o Porto antigo. Hoje, a sua propriedade imensa está urbanizada e imersa na Baixa portuense. Porém a sua antiga residência solarenga ainda existe, com entrada pela Avenida Camilo.
* Com o rei Dom Sebastião, partiu para África Dom Ayres da Silva. Este, que era prelado, levou um amigo, proprietário dessa quinta. Aconteceu que o dono da quinta foi feito prisioneiro (à semelhança do rei). Por esse fato - logo que se soube da sua detenção - a propriedade passou-se a chamar "Quinta do Cativo" (existe a Rua do Cativo, na zona da Praça da Batalha, que pertence à freguesia da Sé).
* A partir do ano de 1788 a Quinta do Cativo aparece dividida: uma, com uma bela residência de Nicolau Francisco Guimarães, Cavaleiro da Ordem de Cristo (a) e outra, a sul, do seu irmão, António José Guimarães, sendo que a esta se chamou de "Quinta do Prado", tendo vindo a pertencer ao bispo e foi nos seus terrenos que a Câmara mandou construir o "Cemitério do Prado do Repouso".
* No ano de 1869, a "Quinta do Cativo" tinha  já novo proprietário, Manuel José de Sousa Araujo, que morreu nesse mesmo ano, passando o imóvel a um homem bastante abastado de nome Brandão.
* Na quinta chegou a estar o Paço Episcopal, tendo nela vivido os últimos anos de vida Dom António Barroso, que chegou a ser um dos bispos da cidade do Porto.

NOTAS DO EDITOR:
a) - Nascido em 22.Maio.1752, na cidade do Porto e na mesma falecido, com 54 anos de idade, em  09.Novembro.1807;
b) - ANTÓNIO (José de Sousa) BARROSO, nascido na freguesia de Remelhe, concelho de Barcelos e falecido com 63 anos de idade, em 31.Agosto.1918, nesta quinta da cidade do Porto, freguesia do Bonfim.


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"
TEXTO REDIGIDO SEGUNDO AS NOVAS NORMAS DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ARCA DE ÁGUA DE MIJAVELHAS!



* O "POÇO ou  ARCA DE ÁGUA DE MIJAVELHAS" é um reservatório de água construido no século XVI, situado no então Campo de Mijavelhas (hoje Campo Vinte e Quatro de Agosto), na freguesia do Bonfim, da cidade do Porto.
* A arca de água de Mijavelhas  servia para proporcionar o abastecimento de água  à cidade, captando mananciais de água para levar às fontes e chafarizes da cidade, onde os aguadeiros se abasteciam. Até Março do ano de 1882, quando foi assinado o contrato para abastecimento  ao domicílio entre a Câmara e a Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger, os portuenses que não possuissem poços tinham de se abastecer nas fontes.
* Estas fontes eram abastecidas por  cursos de água como o manacial do Campo Grande. Uma das fontes que beneficiava da água desse manancial era o chafariz da Rua Chã (na freguesia da Sé), abastecido pela arca de água de Mijavelhas e dos seus reservatórios. Esta água era ainda utilizada para regar campos de cultivo e fazer mover as mós dos moinhos que funcionavam perto da Quinta do Prado - propriedade do bispo - e também destinada ao seu recreio e onde, após a vitória dos liberais no Cerco do Porto, foi criado o ainda existente Cemitério do Prado do Repouso (cujas entradas se fazem pelos Largos Soares dos Reis ou do Padre Baltazar Guedes). Esta arca, desaparecida a fonte, perdeu utilidade e a sua memória esquivou-se.
* O topónimo "Mijavelhas" é uma designação  pitoresca que teve origem - segundo uma antiga tradição - por ser ali que as mulheres se "aliviavam" quando vinham de Valongo e São Cosme (Gondomar) à cidade,  para vender produtos agrícolas e pão nas feiras de São Lázaro.
* Aquando das escavações para o "Metro do Porto", durante a construção da estação "Campo Vinte e Quatro de Agosto", encontrou-se a arca onde se armazenava a água, constituida  por um poço com mais de seis metros de profundidade. As ruínas foram preservadas e incorporadas na estação, encontrando-se lá expostas para quem quiser obter um pouco de conhecimento desta história. 


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".
TEXTO REDIGIDO SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA.

CASA DO POÇO DAS PATAS!

* Nos tempos atuais esta designação aparece numa Travessa (Poço das Patas) que liga a Rua de Coelho Neto à Rua de Santo Ildefonso, na zona do Largo do Padrão, na cidade do Porto.
* Trata-se de uma casa apalaçada, que por causa do terreno alagadiço (que deu fama e nome à zona), hoje Campo Vinte e Quatro de Agosto, teve de ficar em cima de estacas. 
* O edifício que hoje alberga a JUNTA DE FREGUESIA DO BONFIM foi construido no ano de 1812 por Francisco de Sousa Cirne de Madureira, um dos revolucionários de 1820, para ser a residência habitacional da Quinta do Reimão, a propriedade da sua família. À época "os Cirne" eram uma influente família portuense que gerou um dos nossos Feitores da Flandres.
* O edifício foi sua pertença até ser comprado por Joaquim Domingos Ferreira Cardoso, em sociedade com Eduardo Ferreira Pinheiro, no ano de 1882, por noventa e cinco contos de reis. Eram então donos da quinta Dona Maria Ana Isabel de Sousa Cirne Teixeira Blanco e seu irmão António de Azevedo Cabral Teixeira Cirne. As armas dos "cirnes", que ornamentavam o cimo da fachada principal, foram picadas no ano de 1890 e substituidas pelo ornato de granito que encima o edifício (que perdura ainda em nossos dias).
* Entretanto, a quinta foi loteada e urbanizada. Nos antigos terrenos de cultivo e jardim construiram-se casas e resgaram-se as ruas dos Duques de Palmela, de Saldanha e da Terceira, do Conde de Ferreira, do Barão de São Cosme, de Ferreira Cardoso e a de Joaquim António de Aguiar.
* No ano de 1896, o edifício principal da quinta foi comprado pela Junta de Freguesia, por vinte contos de reis, para lá instalar a escola primária. Posteriormente veio a albergar o Liceu do Porto, já  desaparecido por ter sido integrado no Liceu Rodrigues de Freitas, até sofrer obras, já no ano de 1955 que lhe permitiram acolher a sede da Junta de Freguesia que ocupa presentemente o edifício, mantendo-se a escola primária em anexo..

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

MUSEU MILITAR DO PORTO!



* O "MUSEU MILITAR DO PORTO" é uma instituição pertencente ao Exército Português, vocacionada para a preservação da história militar.
* A vontade (necessidade) de criar um Museu Militar partiu do meio civil, liderado pela Câmara Municipal do Porto e à volta da coleção do pintor portuense JOAQUIM VITORINO RIBEIRO, corria o ano de 1920, quando o Presidente da República (de então), Doutor António José de Almeida, inaugurou uma exposição sobre a Revolução Liberal de 1820, na cidade do Porto.
* A Instituição Militar, em 1957, através da sua Região Militar do Norte (na época Comando da 1ª Região Militar), tentou fazer um levantamento das tradições histórico-militares e adaptar o Castelo de São João da Foz do Douro para museu.
* A partir do ano de 1970, procura-se uma alternativa áquele Castelo, para instalar o Museu Militar, devido ao elevado custo da adaptação do imóvel. Esse espaço veio a surgir, somente, no ano de 1977, num edifício situado no termo da Rua do Heroismo (desenvolvendo-se ainda para o Largo Soares dos Reis), na freguesia "tripeira" do Bonfim, onde funcionara a delegação da PIDE/DGS (Polícia Internacional de Defesa do Estado/Direção-Geral de Segurança), desde a década de quarenta e até 1974 (25 de Abril).  
* O Conselho da Revolução, pelos decretos-leis 947/76 de 31 de Dezembro e 242/77 de 08 de Junho, define os objetivos e cria o MUSEU MILITAR DO PORTO. A sua inauguração solene efetuou-se em 21 de Março de 1980, pelo então Presidente da República Portuguesa, General António dos Santos RAMALHO EANES, e ficando definitivamente ao dispor do público.
* O acervo do Museu tem duas proveniências: ofertas particulares e material do Exército, com interesse histórico e museológico.
* O seu ex-libris é a coleção de miniaturas da evolução do soldado, desde a pré-história até aos nossos dias. Esta coleção é representada por cerca de dezasseis mil (16000) miniaturas, provenientes das mais famosas fábricas de miniaturas europeias e não só. Este museu dispõe também de uma sala específicamente dedicada à Revolta de 31 de Janeiro de 1891 (a "Janeirinha").
* O acervo compôe-se ainda de Bocas de fogo e Carros de combate, abarcando um período, entre os séculos XV e XX, que se encontra no parque das Armas Pesadas e no Pavilhão das Armas. Neste último espaço, pode-se observar a evolução das  armas brancas e algumas coleções de armas de fogo, entre outras peças de interesse histórico-militar, tornado-se um complemento aos conteudos programáticos do ensino da História Pátria e Mundial.
* Fora tudo o já descrito, o Museu complementa-se com uma pequena biblioteca temática que está ao dispor dos consulentes (público em geral).
* Passando agora um pouco à história do edificio, este foi inicialmente destinado à habitação de Dona Maria Coimbra, sendo mandado construir nos finais do século XIX. É uma construção caraterística de finais oitocentistas, concebido para residência familiar. Serviu para albergar freiras espanholas, durante a Guerra Civil Espanhola, e, depois de 1936 o Estado alugou o imóvel para nele instalar a polícia política (PIDE/DGS). Finalmente, no ano de 1948, o mesmo Estado acabou por adquirir o edifício a Dona Isménia Aurora Pinto Coimbra, por quatrocentos e cinquenta contos.

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domingo, 18 de setembro de 2011

PRAÇA DE FRANCISCO SÁ CARNEIRO





* A "PRAÇA FRANCISCO SÁ CARNEIRO" (mais conhecida pelos portuenses pela sua antiga designação "Praça de Velasquez") é uma praça na freguesia do Bonfim, da cidade tripeira e que fica ladeada pela Avenida Fernão de Magalhães, Ruas da Naulila, de Agostinho de Campos e de João Ramalho.
* O nome atual desta praça data de 1981 e homenageia o Doutor Francisco Lumbrales de Sá Carneiro, político, fundador e líder do então PPD (Partido Popular Democrático, hoje PARTIDO SOCIAL-DEMOCRATA), natural da cidade do Porto e que faleceu tragicamente num acidente de aviação no ano de 1980, em Camarate, às portas da capital.
* No centro do jardim existente na Praça foi erigido um monumento áquele estadista, que chegou a ser primeiro-ministro de Portugal, da autoria do escultor Gustavo Bastos e que foi inaugurado em 1990.


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sábado, 17 de setembro de 2011

COLÉGIO DOS ORFÃOS DO PORTO



* O "REAL COLÉGIO DOS ÓRFÃOS DO PORTO" situa-se na freguesia do Bonfim, na cidade do Porto e foi fundado pelo Padre Baltazar Guedes em 25 de Março de 1651, por alvará régio de Dom João IV, datado de 30 de Janeiro daquele ano (1651). A sua localização concreta é, precisamente, no Largo que hoje tem o nome do seu fundador (Largo Padre Baltazar Guedes).
* Foi fundado para recolher e educar os orfãos da diocese do Porto, dado que o número de crianças vadias na cidade era bastante significativo, sendo que estas viviam em extrema pobreza. Eram educadas através de uma sólida formação moral e religiosa, uma vez que o colégio estava ligado à Igreja Católica.
* Imediatamente a seguir à morte do seu fundador os diretores passaram a ser nomeadados pela Câmara Municipal.
* Porém, no ano de 1951, a direção do Colégio foi entregue aos Padres Salesianos (o que ainda se mantem até aos nossos dias), sendo da exclusividade destes a sua Administração. O edifício é património camarário, a quem está confiada a administração dos bens imobiliários, consistindo num extenso edifício com a igreja colegial anexa.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CAFÉ GUARANY - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!

 
* O "CAFÉ GUARANY" é um café e restaurante localizado na Avenida dos Aliados (antiga Avenida das Nações Aliadas), em plena baixa da cidade do Porto.
* Integrado num surto de abertura de cafés no Porto na década de 1930, a 29 de Janeiro de 1933 foi inaugurado o "Café Guarany",  projeto do arquiteto Rogério Azevedo (1) com decoração do escultor Henrique Moreira (2).
* Espaço de convívio, tertúlias e cultura desde a sua fundação; no ano de 2003 este café foi totalmente restaurado, buscando um compromisso entre a tradição e a qualidade de serviço. Uma das paredes  passou a ostentar pinturas de Graça Morais (3).

NOTAS DO EDITOR:
(1) - Rogério (DOS SANTOS) de Azevedo, nascido em 25 de Junho de 1898, na cida de Porto, na qual viria a falecer no ano de 1983, com 85 anos de idade, foi um arquiteto que sofreu influências da escola francesa e italiana através de José Marques da Silva. A sua obra foi feita fundamentalmente durante o Estado Novo.

(2) - Henrique (ARAUJO) Moreira, nascido na freguesia de Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia no ano de 1890, onde também faleceu no ano de 1979, com 89 anos de idade, foi um escultor diversas vezes distinguido, entre as quais com as medalhas de ouro nas exposições de Lisboa e Sevilha. Foi aluno do mestre António Teixeira Lopes, na Academia Portuense de Belas Artes (hoje Escola Superior de Belas-Artes do Porto).

(3) - MARIA DA (Graça) PINTO DE ALMEIDA (Morais), nasceu em Vieiro-Freixiel, concelho de Vila Flor em 17 de Março de 1948 é uma pintora, ceramista e cenógrafa inúmeras vezes premiada pelas suas obras, quer a nível pictórico, quer a nível de escrita.

Compilado por "texasselvagem", em Gondomar.

CAFÉ MAJESTIC!

* O "MAJESTIC" é um café histórico, localizado na Rua de Santa Catarina, na cidade portuense.
* A sua relevância advem tanto da ambiência cultural que o envolve, nomeadamente a tradição de café tertúlia, onde se encontravam várias personalidades da vida cultural e artística da cidade, como também da sua arquitetura de identidade "Arte Nova".
* Inaugurado a 17 de Dezembro de 1921, com o nome de "Elite", o café situado no número 112 da Rua de Santa Catarina, esteve desde logo associado a uma certa frequência das pessoas distintas da época. Um dos que esteve presente na inauguração foi o piloto aviador Gago Coutinho, acabado de chegar de uma viagem à Ilha da Madeira, e que ficou encantado com o esplendor da decoração arte nova.
* No ano seguinte o nome mudaria de "Elite" para "Majestic", sugerindo o chic parisiense, mais de encontro à clientela que pretendia atrair, e tão apreciado à época.
* Frequentaram o café nomes como Teixeira de Pascoaes, José Régio, António Nobre, o filósofo Leonardo Coimbra. Mais tarde veio a tornar-se lugar assíduo para os estudantes e professores da Escola de Belas Artes do Porto (ali para os lados de São Lázaro).
* Uma outra das conhecidas tertúlias que o animou era constituida pelo escultor José Rodrigues, e pelos pintores Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro. Este grupo adotaria, devido à classificação final do curso, o irónico nome de "Os quatro vintes" e manter-se-ia unido numa série de exposições no Porto, em Lisboa e em Paris nos anos de 1968 a 1971.
* Hoje em dia continua a ser animado com recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura, lançamentos de livros, realização de algumas cenas para filmes nacionais ou estrangeiros.
* A partir da década de 1960, a transformação do ritmo de vida provocou o declínio destes estabelecimentos e o "Majestic" não escapou a essa sorte até aos primeiros anos da década de oitenta.
* Porém, a sua beleza original e o seu significado na cidade do Porto, valeram-lhe a classificação em 24 de Janeiro de 1983 de "Imóvel de Interesse Público" e "património cultural" da cidade, o que possibilitou que se iniciasse um processo de recuperação que, apesar de longo, permitiu a reabertura do café em Julho de 1994 com todo o seu antigo esplendor, convidando a reviver a fascinante Belle Époque.
* Na cave foi criada uma galeria de arte destinada a pequenas conferências ou exposições.
* Na biografia de J. K. Rowling escrita por Sean Smith, refere-se que a escritora passava muito tempo no "Café Majestic" a trabalhar no primeiro livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (apesar de a escritora ter saido do Porto em 1994 e o livro apenas ter sido publicado em 1997).
* Nos últimos anos, entre muitas outras figuras públicas, não deixaram de visitar e assinar o livro de honra os presidentes Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e o francês Jacques Chirac.
*  Uma das cerimónias da despedida de Macau, no final do período de administração portuguesa, teve ligar neste emblemático café com a presença do Embaixador da China em Portugal.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".

CAFÉ " A BRASILEIRA DO PORTO" - MINHA CIDADE NATAL!



* "A BRASILEIRA" é um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, localizado na Rua Sá da Bandeira, em plena baixa.
* De acordo com um projeto do arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira, "A Brasileira" tem uma notável fachada, com o magnífico "pára-sol" de ferro e vidro, e um interior deslumbrante, em que sobressaem os cristais, os mármores e o mobiliário de couro gravado. A chamada "sala pequena" foi, nos últimos anos, separada e é hoje explorada pela multinacional "Caffé di Roma". O restante espaço esteve encerrado durante vários anos e reabriu recentemente como restaurante.
* O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico no Porto - que ainda jovem - decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.
* De regresso à sua cidade do Porto, montou uma torrefação e fundou "A Brasileira", inaugurada em 04 de Maio de 1903, com a finalidade de servir café à chávena. Não havia na cidade - por essa altura - o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.
* Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: "o melhor café é o d'A Brasileira".
* Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, no ano de 1905 e "A Brasileira" de Braga, no ano de 1907.
* Transformado em restaurante, "A Brasileira" tem atualmente como especialidades:
- Bacalhau à casa,
- Polvo à lagareiro,
- Timbal de frango,
- Lombinhos de vitela com ananás,
- Bife com massa folhada e,
- Bifinhos com cogumelos.


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

CAFÉ "ÂNCORA D'OURO" - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!



* O "CAFÉ ÂNCORA D'OURO", conhecido mais popularmente como "O Piolho", é um  café  reputado como o local de encontro de estudantes da Universidade do Porto.
* A sua inauguração data do já longínquo ano de 1909. Tendo cumprido o seu centenário, pertence ao grupo dos cafés mais antigos da cidade do Porto.
* "O Piolho" situa-se no número 45 da Praça Parada Leitão, facilmente visível a partir da Praça dos Leões.
* A sua frequência é tradicionalmente do universo estudantil, em parte devido a estar rodeado pela antiga Faculdade de Ciências e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.
* É voz corrente que o café terá ganho o epíteto de "Piolho" devido à aglomeração de estudantes num espaço que, face a tamanha afluência, começava a tornar-se exíguo. Uma outra versão é contada por Fernando Coelho dos Santos (antigo empregado do estabelecimento, já falecido). Segundo ele, desaguavam logo pela manhã no café leiteiras, padeiras, carniceiras e outras comerciantes do mercado do Anjo (a atual Praça de Lisboa) que traziam uma caneca de alumínio e lá tomavam o café com leite. Os estudantes terão então chamado a essa frequência de clientes mais humildes "uma piolheira".
* Com uma ou outra versão, certo é, que poucos conhecem o estabelecimento pelo seu verdadeiro nome.
* Foi o primeiro café na cidade a ter eletricidade e em 1957, o único a ter televisão. Foi ainda o primeiro a adquirir uma famosa máquina italiana de café "La Cimbali" que deu origem ao "cimbalino", nome que os portuenses dão ainda hoje ao café expresso.
* Não sendo a única, mas talvez a maior especialidade do estabelecimento, é a célebre "francesinha".

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ANTIGUIDADES SOBRE RODAS - CITROEN MÉHARI!



* O "CITROEN MEHARI" foi um modelo de automóvel produzido pelo fabricante "Citroen", entre os anos de 1968 e 1988 (vinte anos). Teve origem na "SEAB", uma sociedade especializada na moldagem de plástico.
* Tendo por base a plataforma do anterior 2 cv, a carroçaria em plástico assenta  sobre um chassis tubular e resulta num automóvel simpres (e assás) divertido.
* No ano de 1978, surge uma nova versão, que sofre profundas alterações a nível de mecânica e da carroçaria.  Um ano mais tarde é apresentada uma versão 4x4, que surprende pelas qualidades de todo-o-terreno, chegando a ser a viatura médica que garantiu a assistência do famoso "Rali Paris-Dakar" no ano de 1980.

Gondomar, texasselvagem, em 24.Agosto.2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ILHA DA BOEGA!

* A "ILHA DA BOEGA" é uma ilha portuguesa que se situa em pleno rio Minho, entre as freguesias de Loivo e Gondarém, concelho de Vila Nova de Cerveira e distrito de Viana do Castelo.
* É uma pequena ilha  com cerca de mil e quatrocentos metros de comprimento por quatrocentos  metros de largura, resultante da acumulação dos sedimentos arrastados pelo rio, e sua posterior cobertura por vegetação herbácea. A ilha é ainda orlada por uma linha de árvores (amieiros, salgueiros e acácias), estando o seu interior forrado por gramíneas, utilizadas para a pastagem.

Gondomar, por "texasselvagem" aos 22 de Agosto de 2011.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FORTE DA ÍNSUA!



* O "FORTE DA ÍNSUA" localiza-se na freguesia de Moledo, concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo. Ergue-se na Ínsua de Santo Isidro, no sul da foz do rio Minho, limite norte do litoral, a cerca de duzentos metros (200) da costa.
* Esta pequena ilha foi primitivamente utilizada como local de culto. Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Ínsua. Posteriormente, sob o reinado de João I de Portugal (1385-1433), franciscanos ds Galiza ergueram um mosteiro, por volta dos anos de 1388 ou 1392.
* Mais tarde, o rei Dom Manuel I (1495-1521), de passagem, em peregrinação a Santiago de Compostela, teria reformado e ampliado essa defesa, em 1512. O mesmo foi providenciado por Dom Filipe I (1580-1598) aquando da dinastia filipina; porém não chegaram aos nossos dias vestígios dessas alegadas estruturas militares.
* Em região fronteiriça estratégica para o acesso a Caminha, a atual estrutura deve-se ao contexto da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa, durante o reinado de João IV de Portugal (1640-1656), entre os anos de 1649 e 1652, por deterninação de Dom Diogo de Lima.
* Reparada e reforçada nos séculos seguintes, veio a conhecer o abandono até que, no ano de 1940, passou para a responsabilidade do Ministério das Finanças. Atualmente em condições precárias de conservação, registou a perda dos madeiramentos dos telhados, das telhas, dos azulejos seiscentistas, das pinturas e das imagens da capela. O restante pode ser visitado pelo público, sendo a travessia até à ínsua efetuada por embarcações locais.
* O forte apresenta planta no formato de um polígono quadrangular com baluartes nos vértices. Um revelim protege o portão das  armas. Em torno do terrapleno - ao abrigo das muralhas - encontram-se os depósitos e quarteis da tropa. No centro encontram-se as edificações de serviço:
- Casa de Comando,
- Quartel da Tropa,
- Cozinha,
- Paiol e
- Capela.
* Um poço de água potável abastecia a guarnição, composta por um Governador (comandante) e doze praças, revezados semanalmente. Esse poço - ainda existente - é notável por se situar no mar, sendo um dos três únicos existentes em todo o mundo.

Gondomar, por "texasselvagem" em 20.Agosto.2011.    

sábado, 20 de agosto de 2011

CASINO AFIFENSE!





* O "CASINO AFIFENSE" é uma instituição que se localiza na freguesia de Afife, concelho e distrito de Viana do Castelo.
* A Associação Casino Afifense nasceu da fusão da "SOCIEDADE RECREATIVA AFIFENSE" com o "CLUBE AFIFENSE", sendo que a primeira havia sido constituida no ano de 1885 por Jerónimo Enes Meira, António de Azevedo Ramos Paz e Domingos Afonso da Silva, e o segundo nasceu no ano de 1899 pelas mãos do Doutor Luís Inocêncio Ramos Pereira, Egas da Silva Moreira e Jaime Ramos Moreira. No entanto, e para todos os efeitos, a data oficial da fundação é a mais antiga, seja 15 de Fevereiro de 1885.
* A constituição da "Associação Casino Afifense" foi realizada a 13 de Julho de 1930 por Simão Pinto Moreira, Bonifácio Gonçalves Meira, Roberto Lucas de Freitas, Augusto Alves Nogueira e Graciliano Azevedo Bandeira.
* A Associação está vocacionada para:

- o fomento da Educação, Cultura e Recreio dos sócios e suas famílias;
- a defesa da freguesia de agressões de qualquer natureza;
- o ensaio e encenação de peças teatrais;
- a realização de exposições diversas (por exemplo, artesanato);
- o apoio a iniciativas culturais e lúdicas e,
- a divulgação das potencialidades de Afife, das suas tradições, trajes, danças, cantares e beleza  natural.

* Atualmente é considerada Instituição de Utilidade Pública, tendo sido condecorada com o grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência.

Gondomar, "texasselvagem" em 19 de Agosto de 2011. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ADEGA VILA MEÃ!





* (Com o necessário agradecimento ao seu proprietário, vai uma pequena resenha histórica deste estabelecimento de restauração, que tem uma designação que me toca no fundo do coração).
* A "ADEGA VILA MEÃ" é um restaurante típico de cozinha inteiramente portuguesa que se situa na Rua dos Caldeireiros (junto aos Clérigos), na freguesia da Vitória da cidade do Porto.
* Este estabelecimento de grandes tradições portuenses, é gerido pelo senhor Armando Sousa Santos desde o ano de 1976. Ao longo do tempo, o restaurante foi sendo sujeito a várias remodelações, mas o que nunca mudou foi a designação das porções - dose (quatro pessoas), meia dose (duas pessoas) e quarto de dose (uma pessoa). 
* São especialidades da casa os pratos infra:
- Bacalhau escachado,
- Cabrito assado,
- Cozido à portuguesa,
- Filetes de polvo,
- Pataniscas com arroz de feijão,
- Polvo assado,
- Posta mirandesa,
- Fêveras de salpicão,
- Sarrabulho à Ponte de Lima,
- Toucinho do céu e,
- Vitela assada.

Compilado em Gondomar por "texasselvagem"

FONTE: Roteiro gastronómico da cidade do Porto.

* Texto redigido de acordo com as novas normas do acordo ortográfico para a Língua Portuguesa.

QUINTA DE VILA MEÃ!

* (Como preito de gratidão pela minha terra de coração e de matrimónio, segue mais um rascunho. Não confundir o texto com uma outra quinta "casa de Vila Meã" que se situa na freguesia de Capela, do concelho de Penafiel.)
* A "QUINTA DE VILA MEÃ" está situada próximo da Rotunda de Campanhã, nesta freguesia do concelho do Porto (acesso para a Via de Cintura Interna  do Porto - VCI). Esta quinta foi construida e habitada pela família Vieira entre os séculos XIV e XIX.
* No ano de 1886 foi vendida a José Joaquim Pereira de Lima. Nessa altura a quinta dividia-se em "Casal de Baixo" e "Casal de Cima" que, no seu conjunto, englobavam:
1. - Casa Nobre,
2. - Capela (dedicada a Nossa Senhora dos Anjos),
3. - Jardins,
4. -Pomares,
5. -Lago,
6. -Casas para os caseiros e,
7. -Mais de 25 (vinte e cinco propriedades (que iam dos lugares de Godim ao Fojo, incluindo Lameira, Corujeira, Monte Escoural e Bonjóia) - alguns destes lugares ainda predominam, nos nossos dias, com estas designações, vide Bonjóia, Godim, Corujeira e Lameira (São Roque da).
* Por volta do ano de 1920 a "Quinta de Vila Meã" foi vendida à família Mitra, razão pela qual é também conhecida por "Quinta da Mitra", sendo que a Rotunda de acesso à VCI é denominada, popularmente, por "Rotunda da Mitra".
* Aliás, grande parte dos terrenos onde dantes era a quinta são hoje ocupados pela VCI (via de cintura interna).
* Na estrada para Azevedo (de Campanhã) pode-se ainda ver - em deplorável estado de conservação - a casa nobre e a capela, que são ainda pertença dos herdeiros daquela família.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

NOTA DO AUTOR: Texto redigido ao abrigo do atual Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.

FONTES DE PESQUISA: "Wikipédia livre" e enciclopédia sobre "Grandes Quintas situadas na freguesia de Campanhã e no concelho do Porto".

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

EDIFÍCIO HELIANTIA!

* O "EDIFÍCIO HELIANTIA" (que foi chamado por "CLÍNICA SANATORIAL HELIANTIA") é uma obra de referência da arquitetura moderna portuguesa. Localizado na freguesia de Valadares, do concelho de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, a edificação foi projetada pelo arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira (vide texto anterior sobre o "Sanatório Marítimo do Norte). 
* Direcionado para o mar e edificado no extremo do Pinhal de Francelos, o edifício que foi construído para ser uma clínica helioterápica (propriedade do ilustre Doutor Joaquim Gomes Ferreira Alves), é também uma síntese do trabalho de Francisco Oliveira onde o arquiteto combina as suas opções mais inteligentes e sensíveis.
* Depois de alguns anos de abandono (após a morte do seu proprietário) e após haver deixado a sua função hospitalar, o Edifício Heliântia foi restaurado pelo Arquiteto Manuel Magalhães e voltou a abrir a 14 de Outubro de 1991 como instituição de ensino (Espaço Atlântico e IESF).
* O renovado edifício é atualmente o local de uma das melhores escolas de negócios do país (passe-se a publicidade), o INSTITUTO DE ESTUDOS SUPERIORES FINANCEIROS E FISCAIS (IESF).

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

* Texto redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico para a Língua Portuguesa.

FONTE: Com a ajuda da "wikipédia, livre", uma  publicação do acervo do autor editada pelo Município de Vila Nova de Gaia, sobre o patrimómio edificado na freguesia de Valadares.

SANATÓRIO MARÍTIMO DO NORTE!





* O "SANATÓRIO MARÍTIMO DO NORTE" foi um antigo hospital situado na freguesia de Valadares, concelho de Vila Nova de Gaia e distrito do Porto.
* Foi projetado pelo arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira (a), sendo fundado por Joaquim Gomes Ferreira Alves e inaugurado no mês de Agosto de 1917, estando vocacionado para o tratamento de diversas doenças, nomeadamente da tuberculose, por aproveitamento dos efeitos benéficos da água do mar e do sol.
* Este sanatório acolheu milhares de doentes até ao ano de 1978, altura em que, por doação efetuada pelo filho do fundador, Doutor Álvaro Ferreira Alves, passou para a posse do Estado Português, doação essa, condicionada à integração do pessoal que ali prestava serviço, nos quadros da função pública e à utilização do espaço para instalação de equipamentos de saúde. A partir daquela data deixou de funcionar, sendo posteriormente cedido à Associação São João de Deus, ligada ao Presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e para que lá fosse instalado um equipamento de apoio a enfermeiros aposentados - o que nunca foi feito - limitando-se o seu uso a servir para residência para o Presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e sua família, o que motivou diversas ações judiciais que culminaram com a cessação da cedência.
* O edifício foi-se deteriorando, situação que só foi travada com a decisão governamental de ali instalar o CENTRO DE REABILITAÇÃO FÍSICA DO NORTE. O lançamento da "primeira pedra" desta nova fase teve lugar em 26 de Junho de 2010, encontrando-se as obras em ritmo de conclusão.
* O edifício, por sua vez, está em vias de classificação pelo IGESPAR.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

NOTAS: (a) - FRANCISCO DE OLIVEIRA FERREIRA, arquiteto nascido na cidade do Porto em 25 de Novembro de 1884 e falecido na mesma cidade com setenta e quatro (74) anos, em 30 de Dezembro de 1957. Foi discípulo do também arquiteto JOSÉ MARQUES DA SILVA tendo-se diplomado em Arquitetura Civil pela antiga Academia Portuense de Belas-Artes (atual Escola Superior das Belas-Artes do Porto). Tendo também sido discípulo  de JOSÉ TEIXEIRA LOPES, com ele colaborou no início da sua carreira profissional.  Além do edifício aqui referido, são de sua autoria, os seguintes:
1. -.Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular  em Lisboa,
2. -Clínica Heliântia em Valadares, Vila Nova de Gaia,
3. -Café "A Brasileira", no Porto,
4. -Edifício da Câmara Municipal de Gaia e,
5. -Edifício de habitação em Vila Nova de Gaia "Casal Minhoto".

b) - O texto foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico para a Língua Portuguesa.

FONTES: Com a preciosa ajuda da "wikipédia livre", publicação do acervo do autor editada pelo Município de Vila Nova de Gaia sobre o património edificado na freguesia de Valadares.

sábado, 6 de agosto de 2011

RELÍQUIAS SOBRE RODAS - BEDFORD, SÉRIE TJ





* A "BEDFORD TJ" é uma camioneta que foi produzida pela Vauxhall, empresa da propriedade da Bedford.
* Começou a ser fabricada no ano de 1958, sendo uma versão atualizada da gama "TD". O "TJ" manteve-se disponível no Reino Unido até ao ano de 1975, sendo que a partir daí só era fabricado para exportação, prolongando-se o fabrico até 1986, ano em que a série acabou definitivamente.
* A série "TJ" (a da imagem) não tinha grande venda no Reino Unido; no entanto algumas empresas utilizaram-na na sua frota, como por exenplo, a "British Telecom". 
* Uma empresa indiana, "Hindustan Motors" também as produziu nas duas versões "TJ" e "TD" e numa outra maior (J5/6), a partir do ano de 1968, chegando neste país a serem algumas transformadas em pequenos autocarros urbanos.
* Já no Brasil, a versão "TJ" era destinada totalmente à sua exportação. Na Austrália eram representadas pela empresa local "Holden"
* Embora sem grandes alterações a nível do aspeto exterior foram comercializados, em diferentes países, as versões "J0", "J1", "J2", "J3", "J4", "J5" e "J6", que tinham mais a haver com a tonelagem do chassis que variava entre as três e as oito toneladas  e o combustível utilizado, primeiramente, a gasolina e depois a diesel.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

NOTAS: Texto extraído de um livreto, em versão inglesa, sobre a marca do veículo.
               O autor compromete-se a retirar a foto se o proprietário da viatura (Senhor Magalhães, da freguesia de Ataide, Vila Meã), o contatar para esse efeito.
               O texto foi redigido segundo as normas do novo Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ANTIGUIDADES SOBRE RODAS - FORD ANGLIA!




* O "FORD ANGLIA" é um carro fabricado pela "Ford" que foi produzido no Reino Unido entre os anos de 1940 a 1967. Antes de ser substituido pelo "Ford Escort", quase um milhão e seiscentas mil unidades foram produzidas.
* O carro tornou-se famoso, nos nossos dias, após aparecer voando no livro "Harry Potter e a Câmara Secreta", da escritora J. K. Rowling, onde fora inspirado no carro de seu amigo.

Compilado por "texasselvagem", em Gondomar

NOTA DO AUTOR: Este compromete-se a retirar as duas fotos que encimam o presente texto se o proprietário do veículo o contatar para esse efeito; encontrando-se o mesmo estacionado, à data, junto à "Ala Nun'Alavres de Gondomar", no recinto da feira semanal.

ANTIGUIDADES SOBRE RODAS - AUSTIN OF ENGLAND






* "AUSTIN MOTOR COMPANY" foi uma empresa britânica com  sede em Longbridge, área industrial de Birmingham, e que produzia automóveis e motocicicletas. Fundiu-se com a Morris no ano de 1952 e, foi posteriormente absorvida pela British Leyland Motor  Corporation em função de dificuldades financeiras, já  então existentes na indústria automobilística.
* Nos nossos dias, ambas as marcas (Austin e Morris) são inexistentes.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

* N. B.: O autor compromete-se a retirar as duas fotos que encimam o presente texto, caso seja contatado pelo seu proprietário da viatura que se encontrava estacionada em Miragaia, junto ao edifício da Alfândega.

RELIQUIAS ROLANTES - VAUXHALL, SÉRIE 12






* A "VAUXHALL" é uma filial da General Motors para países onde a direção fica do lado direito do carro, como a Inglaterra e o Japão.
* A "Vauxhall Motors" foi fundada no ano de 1857 por Alexander Wilson, sendo a sede em Luton.
* As duas fotos que encimam este texto referem-se à série 12 do modelo europeu.
* Basicamente fabrica os mesmos automóveis que a "Opel" da Alemanha, que é a principal base da GM na Europa.

Compilado por "texasselvagem", em Gondomar.
* N. B.: O autor compromete-se a retirar as fotos se para isso fôr contatado pelo proprietário do veículo em questão, que por acaso, publicitava, junto à zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, um estabelecimento de restauração.

CITROEN DYANE...





* "CITROEN DYANE" foi um veículo produzido entre os anos de 1967 e 1983 pela fábrica Citroën. Foi projetado para ser o sucessor do Citroën 2 CV, mas não resistiu ao mito criado em volta do seu antecessor.
* Com um total de 1 443 583 exemplares comercializados, este modelo visava a mesma plataforma que o 2CV; no entanto teve a sua produção interrompida no ano de 1983, seis anos antes do fim do 2CV.
* O tipo de carroçaria era de cinco portas (uma delas traseira).
* A fábrica portuguesa desta marca, localizada no concelho de Mangualde, distrito de Viseu, produziu naquele mesmo período 27 660 automóveis deste modelo. Para o mercado português foram fabricadas duas versões exclusivas deste modelo: a DYANE DYANÍSSIMA e a DYANE NAZARÉ.
* Embora sejam veículos já considerados clássicos, ainda existem um bom número deles em circulação.

Compilação efetuada em Gondomar, por "texasselvagem", com base na "wikipédia, livre".
A fotografia foi tirada pelo autor na Avenida Gustavo Eiffell, junto à Marginal do Rio Douro, com a devida vénia ao proprietário do veículo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CADEIA DA RELAÇÃO - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!





* A "CADEIA DA RELAÇÃO" é um edifício histórico localizado na cidade, concelho e distrito do Porto, no Campo Mártires da Pátria, junto ao Jardim Pinheiro Chagas (da Cordoaria).
* Tendo sido criada em 27 de Julho de 1582, o Tribunal da Relação do Porto, por falta de instalações próprias, começou a funcionar na "Antiga Casa da Câmara", instalada na hoje denominada Rua de São Sebastião, no edifício que, por esse motivo, passou a ser conhecido por "PAÇO DA RELAÇON". Poucos anos depois, o Tribunal transferiu-se para o Palácio dos Condes de Miranda - onde permnaneceu até ao ano de 1608 - no desaparecido Largo do Corpo da Guarda, que ficava ao cimo da rua que ainda subsiste com esta denominação. Os desembargadores eram obrigados a usar barba comprida e a não fazer visitas.
* A Relação manteve-se em atividade, sem sede própria, durante mais de vinte anos. Com efeito, foi só no ano de 1603 que Filipe II ordenou que se construisse uma casa para receber a Relação e a Cadeia; visto que esta sofria do mesmo mal - a falta de instalações.
* Primeiramente, andou pela "Albergaria dos Palmeiros" (ano de 1461), que ficava perto da atual Rua de São João; aparece depois referenciada (no ano de 1490), num casebre entre as Ruas Chã das Eiras e de Santo António do Penedo, numa artéria que ainda até há bem pouco tempo se chamava Travessa da Cadeia; depois instalou-se (ano de 1504) num casa junto à Sé e mais tarde nos baixos da Casa da Câmara.
* A ordem de Filipe II, no entanto, só começou a ser cumprida no mês de Julho de 1605, quando sob a direção do corregedor Manuel Sequeira Novais, se deu início às obras no Campo do Olival (atuais Campos Mártires da Pátria e Jardim da Cordoaria). Os trabalhos duraram três anos e foram pagos - em grande parte - com dinheiros provenientes das remissões dos degregos para África. Isto é, quem era condenado a degredo para a 'costa de África' podia pagar uma determinada quantia, resgatando a pena que cumpria cá.
* O edifício, considerado enorme, custou tanto dinheiro que durante todo o tempo da sua construção não foram feitas mais obras na cidade. No entanto, deve ter sido mal construido porque no dia 01 de Abril de 1752 (sábado de Aleluia), ruiu completamente e a Relação regressou às instalações da Câmara Municipal.
* Uma nova casa para a sede da Relação e da Cadeia começou a ser construida sobre os escombros da anterior, no ano de 1765, por iniciativa do regedor das Justiças e governador das Armas do Porto, João de Almada e Melo, segundo uma planta elaborada para o efeito pelo engenheiro e arquiteto Eugénio dos Santos (*) que foi um dos intervenientes na reconstrução da Lisboa pombalina.
* Foi, no entanto, seguida pelo oficial de engenharia Francisco Pereira da Cunha, por morte de Eugénio dos Santos. A obra custou 200 contos de réis, durou trinta anos, pois só ficou concluida no ano de 1796. Albergou a sede do Tribunal da Relação e servoi de cadeia até aos nossos dias.
* É um dos edifícios de referência na história do Porto. As enxovias tinham nomes de santos: Santo António, Sant'Ana, para homens; Santa Teresa para mulheres; e Santa Rita para menores. A prisão odicina estava sob a proteção do Senhor de Matosinhos e as prisões de castigo tinham por patrono São Vitor. Havia ainda os salões (do Carmo e de  São José) para homens e mulheres. Diferenciavam-se das celas por terem o chão de madeira, mas pagava-se para ficar neles - 1$500 réis.
* Na sala do tribunal havia una capela porque as Ordenações do Reino determinavam que "o governador acolherá um sacerdote, que em todos os dias pela manhã, diga missa na Casa da Relação, no oratório ou lugar que para isso se ordenar..." Os presos ouviam a missa das grades das prisões e corredores que davam para o saguão. Mas como não havia, mesmo assim, capacidade para tanta gente, a missa era num Domingo para os detidos de determinadas celas e no Domingo seguinte para os restantes.
* A algumas das celas andam ligados nomes famosos.
* No número oito dos chamados quartos de Malta (que eram catorze) passaram, a título de exemplo, os Mártires da Pátria, o duque da Terceira (António José de Sousa Manuel de Menezes Severim de Noronha) lugar-tenente da rainha Dona Maria II nas províncias do norte, detido em Outubro de 1846, juntamente com vários generais e oficiais. 
* Camilo Castelo Branco ocupou - no ano de 1860 - o quarto de São João, enquanto Ana Plácido recolhia ao pavilhão das mulheres, acusados, ambos, do crime de adultério.
* Na cela que Camilo havia ocupado, daria entrada mais tarde o célebre banqueiro Roriz. E, no quarto a seguir a este, Urbino de Freitas (**), professor da Faculdade de Medicina, acusado de ter assassinado por envenamento os sobrinhos para ficar senhor da herança que a eles caberia.
* O salteador Zé do Telhado (José Teixeira da Silva), o caudilho miguelista Pita Bezerra e o jornalista político João Chagas (***) também conheceram as celas da velha cadeia.
* No ano de 1961 começa a ser construido o novo estabelecimento prisional do Porto, na freguesia de Custóias do concelho de Matosinhos, com plano do arquiteto Rodrigues Lima (****). No entanto, a estrutura inicial foi abandonada e o edifício que se pretendia modelar, nunca acabou por ser construido. Foi rapidamente ocupado pelos reclusos da Cadeia da Relação, por razões de força maior e conforme determinação superior, em 29 de Abril de 1974 (quatro dias após a revolução).
* Assim o novo Estabelecimento Prisional do Porto, em Custóias, passou a receber irregularmente reclusos preventivos - que deviam aguardar julgamento próximo do local do tribunal, como acontecia na cidade do Porto - tendo sido alargado para aumentar a sua capacidade, substituindo completamente a Cadeia da Relação.
* No ano da revolução (1974), deu-se a ocupação revolucionária do edifício da Cadeia da Relação. Várias famílias e grupos não familiares procuraram aí abrigo e durante largo tempo o edifício sofreu um desgaste inesperado, degradando-se rapidamente.
* O Instituto Português do Património Arquitetónico iniciou os trabalhos do restauro do edifício no ano de 1988, com projeto do arquiteto Humberto Vieira, mas nenhum programa de utilização tinha, ao tempo, sido estabelecido superiormente.
* No ano de 1997 foi criado o Centro Português de Fotografia e estabelecido, pelo Ministro da Cultura, que teria sede no edifício da antiga Cadeia da Relação. As primeiras exposições inauguraram-se Dezembro de 1997, tendo o rés-de-chão funcionado  como espaço de exposição até Dezembro de 2000. Nesta data o edufício voltou a encerrar para se terminarem as obras de renovação e adequação do edifício às suas novas funções. O projeto foi confiado aos arquitetos Eduardo Souto Moura e Humberto Vieira.
* A Cadeia e Tribinal da Relação do,Porto reabriu no mês de Outubro de 2001, albergando agora todos os serviços do Centro Português de Fotografia (CPF).

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

NOTAS DO EDITOR:
(*) EUGÉNIO DOS SANTOS (e Carvalho) nasceu em Aljubarrota no ano de 1711 e faleceu na cidade de Lisboa em 05 de Agosto de 1760. Foi um dos engenheiros militares, e o arquiteto responsável pela reconstrução da baixa pombalina após o terramoto de 1755.
(**) (Vicente) URBINO DE FREITAS, nasceu no ano de 1849 e faleceu em 1913 com sessenta e quatro anos de idade.
(***) JOÃO (Pinheiro) CHAGAS, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, Brasil em 01 de Setembro de 1863 e faleceu no Estoril (Cascais), com sessenta e um anos de idade em 28 de Maio de 1925, tendo sido o primeiro PRIMEIRO-MINISTRO da Primeira República Portuguesa.
(****) (Raul) RODRIGUES LIMA, arquiteto nascido no ano de 1909 e falecido com setenta anos no ano de 1979.

domingo, 31 de julho de 2011

TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO - PORTO, A MINHA TERRA NATAL!





* O "TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO" (TNSJ) localiza-se na Praça da Batalha, freguesia da Sé, na cidade, concelho e distrito do Porto, bem no seu centro histórico.
* Originalmente foi denominado por "Real Teatro de São João", tendo a sua primitiva edificação sido erguida no ano de 1794 por determinação de Francisco de Almada e Mendonça (*), com projeto do arquiteto italiano Vicente Mazzoneschi, que havia sido cenógrafo do Teatro de São Carlos em Lisboa. Foi inaugurado com a comédia "A Vivandeira" a 13 de Maio de 1798, com o intuito de assinalar o aniversário do princípe Dom João (o futuro Rei Dom João VI), motivo este por que, nos primeiros tempos, ainda lhe deram o nome de "TEATRO DO PRINCIPE".
* A estrutura interior do  original Real Teatro de São João era em tudo semelhante à do Teatro de São Carlos  e, a sua composição próxima dos teatros do tipo italiano que, à época, se tinham estabelecido como regra de sucesso assegurado.
* Porém, no dia 11 de Abril de 1908 um violento incêndio destruiu completamente o edifício.
* Sem se conformar com a perda, logo uma comissão se constituiu para a sua reconstrução, que tece início em 1911, com projeto de Marques da Silva (**). Foi inaugurado a 07 de Março de 1920 e, no ano de 1992, foi adquirido pelo Estado português.
* Hoje, o edifício totalmente reconstruido é um dos principais edificíos da cidade e local de realização dos principais epetáculos culturais, nomeadamente o festival PoNTI - Porto Natal Teatro Internacional, organizado bienalmente.
* Assim, o edifício tal como o conhecemos, de aspeto robusto mas sem estilo definido, é composto por uma imponente frontaria guarnecida por quatro colunas jónicas, entre as quais se abrem três janelas de arco pleno e outras tantas portas.
* Internamente, a decoração da sala de espetáculos e principais salões ficou a cargo dos pintores Acácio Lino (***) e José de Brito (****) e dos escultores Henrique Moreira (*****), Diogo de Macedo (******) e Sousa Caldas (*******), sendo estes dois últimos responsáveis pelas quatro figuras  alegóricas colocadas no friso de entablamento e que representam a BONDADE, a DOR, o ÓDIO e o AMOR..

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"
NOTAS DO AUTOR:
(*) - FRANCISCO DE ALMADA E MENDONÇA, nasceu em Lisboa a 30 (?) de Fevereiro de 1757, tendo falecido no Porto em 18 de Agosto de 1804, bastante pobre, tendo sido sepultado  na Igreja da Misericórdia. No ano de 1839 foi trasladado para o Cemitério do Prado do Repouso a expensas da Câmara Municipal do Porto, que também lhe construiu um mausoléu com o seu busto da autoria de Soares dos Reis. Foi desembargador, corregedor e provedor da comarca do Porto, responsável por importantes obras púbvlicas dos finais dos séculos XVIII e início do XIX. É, frequentemente, confundido com o seu pai, João de Almada e Melo.
(**) - José MARQUES DA SILVA, arquiteto, nascido na cidade do Porto em 18 de Outubro de 1869 e falecido com setenta e sete anos na mesma cidade em 06 de Junho de 1947. Nasceu no número 113 da Rua Costa Cabral e desencarnou na sua moradia da Praça Marquês de Pombal.
(***) - ACÁCIO LINO (de Magalhães), nasceu na freguesia de Travanca, concelho de Amarante em 25 de Fevereiro de 1878 e faleceu na cidade do Porto em 18 de Abril de 1956.
(****) - JOSÉ DE BRITO, nasceu na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, concelho de Viana do Castelo em 18 de Fevereiro de 1856 e faleceu na cidade do Porto com 91 anos no ano de 1946.
(*****) - HENRIQUE MOREIRA (de Araújo), nasceu na freguesia de Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia no ano de 1890, tendo falecido no mesmo lugar no ano de 1979, com oitenta e nove anos de idade.
(******) - DIOGO (Cândido de) MACEDO, que nasceu em Vila Nova de Gaia em 22 de Novembro de 1889 e faleceu em Lisboa com sessenta e nove anos em 19 de Fevereiro de 1959.
(*******) - (José Fernandes de) SOUSA CALDAS, que igualmente nasceu em Vila Nova de Gaia em 18 de Março de 1894 e falecido com setenta e um anos, na mesma cidade, no ano de 1965.  
  

sexta-feira, 29 de julho de 2011

HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!





* O "HOSPITAL GERAL DE SANTO ANTÓNIO", localiza-se na cidade do Porto. É um hospital geral, central e universitário, sendo responsável pelo ensino do Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto. Apesar de instalado num edifício de grande valor histórico e arquitetónico, o Hospital de Santo António é um dos mais modernos e equipados hospitais portugueses sendo uma referência de qualidade na prestação de cuidados de saude.
* O edifício do Hospital é o maior do estilo neoclássico inglês construido fora do Reino Unido.
* O seu projeto inicial contava com vinte mil e seiscentas (20600) portas e janelas e cento e sessenta (160)  salas, o que originou os comentários críticos de que seria mais apropriado para um palácio do que para um hospital.
* Construido entre os anos de 1779 e 1824, o "Hospital Geral de Santo António" deveria substituir o antigo Hospital da Santa Casa da Misericórdia, sito na Rua das Flores. O problema da construção do hospital é levantado pela Mesa da Misericórdia em 1766/1767, mas a escolha do novo local revelou-se uma tarefa complicada. Assim, e depois de alguma hesitação, optou-se pelos terrenos juntos à Cordoaria, cuja planta foi então enviada ao arquiteto inglês John Carr (*) para que este concebesse o projeto - o que aconteceu em 1769 - tendo a Misericórdia pago quinhentas (500) libras pelo trabalho.
* Iniciada a sua construção em 15 de Julho de 1779, o edifício atual veio substituir o antigo Hospital de Dom Lopo na Rua das Flores (onde ainda hoje funciona a sede da Santa Casa). O projeto inicial de John Carr contemplava um edifício quadrado de quatro fachadas, mas a Misericórdia alterou o projeto que tomou, então, a forma de "U".  Devido ao terreno pantanoso escolhido para a construção, tiveram de ser construidos alicerces fundos e largos, o que atrasou em muito a conclusão da obra.
* A fachada principal tem 177 (cento e setenta sete) metros de largura e cinco corpos distintos compostos por arcos plenos, redondos, colunas dóricas e vários frontôes triangulares.
* O Hospital de Santo António reflete o gosto neopaladiano e neoclássico que viria a desempenhar um papel de grande significado no desenvolvimento da arquitetura civil portuense, opondo-se ao barroco de Nicolau Nasoni que caraterizou a cidade e o norte do país, no século precedente. Desta forma, o Porto soube tirar partido da presença da colónia inglesa, fomentando um gosto que conferiu um pendor erudito à renovação arquitetónica da cidade neste período.
* No ano de 1993, para dar resposta às novas necessidades da instituição, iniciou-se a construção de uma nova e moderna ala do hospital, no local onde deveria ter sido construida inicialmente a quarta fachada.
* No ano de 1919, Óscar Moreno (**) criou a primeira Consulta de Urologia e Veneralogia do Hospital de Santo António e, no ano de 1924 fundou no mesmo Hospital o primeiro Serviço Nacional de Urologia, inicialmente com seis camas.
* Também foi neste Hospital, que no ano de 1960, se instalou o primeiro Serviço Nacional de Cirurgia Plástica.
* O Serviço de Urgências do Hospital de Santo António foi certificado no presente ano (2011) com a ISO 9001, sendo o único serviço de urgências do país com esta qualificação - o que reflete a qualidade dos cuidados de saude prestados no Hospital.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"

NOTAS DO AUTOR:
(*) JOHN CARR, arquiteto inglês neoclássico, nascido em 1723 em Wakefield e falecido em 1807, em Inglaterra.
(**) ÓSCAR MORENO, médico especialista e pedagogo nascido na freguesia da Vitória da cidade do Porto, no ano de 1878 e falecido na mesma freguesia aos 92 anos, no ano de 1971.  

quinta-feira, 28 de julho de 2011

TEATRO RIVOLI - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!






* O "TEATRO RIVOLI" denominado oficialmente RIVOLI TEATRO MUNICIPAL, é uma sala de espetáculos localizada na cidade do Porto, concretamente no ângulo da Praça Dom João Primeiro e Rua Doutor Magalhães Lemos.
* No ano de 1913 foi inaugurado o então chamado "Teatro Nacional".
* Nos anos seguintes, mudanças no centro urbano obrigaram a repensar e modernizar o imóvel, e assim, no ano de 1923, aparecia o "Teatro Rivoli", remodelado, adaptado ao cinema e com programação de ópera, dança, teatro e concertos. O projeto arquitetónico é da responsabilidade do Arquiteto e Engenheiro Júlio Brito (*).
* Na década de setenta, a imagem do Teatro sofreu um revés, provocado por má situação financeira. Começou-se a degradar, com equipamento obsoleto, sem programação regular ou público próprio. Nessa altura a Câmara Municipal do Porto decidiu comprar a estrutura, de forma a devolvê-la à cidade e aos seus habitantes.
* No ano de 1992 o teatro fechou para uma total remodelação com projeto do arquiteto Pedro Ramalho (**). A área existente de seis mil metros quadrados foi ampliada para mais de onze mil, criando-se um Auditório Secundário, um Café-concerto, uma Sala de Ensaios e um Foyer de Artistas, assim como espaços para os Serviços Administrativos e os Serviços Técnicos.
* Posto isto, no mês de Outubro de 1997 o Rivoli Teatro Municipal reabriu as suas portas ao público.
* Em Julho de 2006, a Câmara do Porto anunciou a decisão de entregar a gestão financeira e cultural do espaço a entidades privadas.
* Em Outubro do mesmo ano, cerca de trinta pessoas - na sua maioria elementos do "Teatro Plástico" - barricam-se no interior do teatro, em protesto pela sua privatização, manifestação essa que ficou conhecida por "Rivolição".
* Ainda no mesmo ano (2006), mas no mês de Dezembro, a maioria no executivo, em reunião extraordinária privada, decidiu conceder a gestão do teatro ao produtor e encenador Filipe La Féria por um período de quatro anos com início em 01 de Maio de 2007. Seguiram-se duas providências cautelares que visavam anular o acordo, uma delas apresentada por outro concorrente. O Ministério Público considerou que a concessão do Rivoli tinha sido irregular.
* Atualmente o Rivoli é gerido por uma empresa constituida por Filipe La Féria - a "Todos ao Palco" - que paga à Câmara do Porto 5% das receitas de bilheteira.
* Sob a nova gestão realizaram-se os seguintes espetáculos:
a) - "Jesus Cristo Superstar" (com 150 mil espetadores);
b) - "Musica no Coração" (50 mil esperadores);
c) - "Um Violino no Telhado";
d) - "Piaf" (5 mil espetadores);
e) - "A gaiola das loucas" e,
f) - "Annie".
* Em Outubro de 2010, verifica-se uma situação bastante preocupante na gestão da empresa "Todos ao Palco" de Filipe La Féria com  salários em atraso assim como uma falta de programação. Não são apresentados espetáculos na sala grande do teatro desde Julho (há um ano) e fala-se na possibilidade de outra companhia apresentar o  próximo espetáculo. Significa isto uma quebra do contrato pela falta de programação no teatro, que não cumpre qualquer dinamização da baixa portuense. A situação é de tal ordem gravosa que existem nesta empresa cerca de cinquenta trabalhadores - entre atores e técnicos - sem receber há vários mesese ainda inúmeros fornecedores à espera de pagamento por serviços prestados ou materiais fornecidos.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".

NOTAS DO AUTOR:
(*) JÚLIO (José de) BRITO, nasceu na cidade de Paris, em França aos 30 dias de Março de 1896 e faleceu na cidade do Porto, aos 26 de Março de 1965 (vésperas de completar 69 anos de idade).
(**) PEDRO (Cândido Almeida de Eça) RAMALHO, nasceu em Caminha (Alto Minho) no ano de 1937. É também conhecido pelos seus desenhos de mobiliário.    

terça-feira, 26 de julho de 2011

CINE-TEATRO BATALHA! PORTO, A MINHA CIDADE NATAL.





* O "CINEMA BATALHA" é uma sala de espetáculos localizada na Praça da Batalha, freguesia de Santo Ildefonso, do concelho e distrito do Porto.
* No local onde se encontra implantado, funcionou anteriormente, e desde o ano de 1908, a sala de projeção de cinema "SALÃO HIGH LIFE". No ano de 1947 foi transformada, pelo arquiteto Artur Andrade (*), no Cinema Batalha.
* Foi inaugurado em 03 de Junho de 1947, sendo constituido por dois auditórios, um com capacidade para 950 (novecentos e cinquenta) lugares sentados - 346 na plateia, 222 na tribuna e 382 no balcão - e outro para 135 (cento e trinta cinco) pessoas. Tem ainda dois bares e um restaurante com esplanada.
* Atualmente o edifício é propriedade da empresa "Neves & Pascaud".
* Depois de seis anos fechado, voltou a abrir ao público no mês de Maio de 2006, por arrendamento do "Comércio Vivo" a uma parceria da Câmara Municipal do Porto e Associação de Comerciantes com diversas valências: bar, restaurante, sala de espetáculos com 935 (novecentos e trinta cinco) lugares e uma sala "bébé" com pouco mais de 100 (cem) cadeiras.
* O "Comércio Vivo" foi criado para gerir os cinco milhões de euros disponibilizados pelo grupo Amorim para compensar os comerciantes pela inclusão de um shopping no Plano de Pormenor das Antas.
* Em 31 de Dezembro de 2010, o Gabinete "Comércio Vivo" entregou as chaves aos proprietários, no último dia do contrato de gestão.
* A precisar de uma intervenção profunda, o espaço está fechado e sem qualquer destino previsto.

NOTA DO AUTOR: (*) ARTUR (Vieira  de) ANDRADE foi um arquiteto português que nasceu na Rua  Antero de Quental, freguesia de Cedofeita a 14 de Março de 1913, tendo morrido no dia 09 de Novembro de 2005,  no número 815 da Rua Hintze Ribeiro, freguesia de Leça da Palmeira do concelho matosinhense. Ficou conhecido por ser um homem livre, determinado e comprensivo. 

Compilado em Gondomar por "texasselvagem"
  

domingo, 24 de julho de 2011

CAPELA DOS ALFAIATES - PORTO, A MINHA TERRA NATAL





* A "CAPELA DOS ALFAIATES" é uma capela localizada na freguesia da Sé, na cidade do Porto.
* Considerada monumento nacional, tem como principal interesse o fato de constituir a marcação, no Norte de Portugal, da transição do estilo arquitetónico tardo-gótico para as novas formulações maneiristas de inspiração flamenga.
* SÃO BOM HOMEM e NOSSA SENHORA DE AGOSTO foram os padroeiros e protetores da Confraria dos Alfaiates e a imagem da primeira era, no início do século XVI, venerada no primeiro andar de uma casa junto à Sé, cujo piso térreo servia de celeiro ao cabido.
* No ano de 1554, iniciou-se a construção de uma nova capela frente à fachada principal da Sé do Porto, em edifício cedido à Confraria pelo bispo Dom Rodrigo Pinheiro. Onze anos depois, só as paredes tinham sido levantadas e, com o empenho do prelado, o mestre-pedreiro Manuel Luís contratou com a Irmandade a conclusão do templo.
* No ano de 1853, a capela teve obras de beneficiação, promovidas pela Associação dos Alfaiates. Foi considerada monumento nacional no ano de 1927, tendo, em 1935 e devido às obras de demolição programadas para a abertura do Terreiro da Sé (ex-Largo Dom Afonso Henriques), sido expropriada pela Câmara Municipal do Porto.
*N ano de 1953, foi redificada na sua arual implantação, no Largo Ator Dias, entre as Tuas do Sol e de São Luís, sendo que pela mesma época foram restaurados, pelo pintor Abel de Moura, os painéis da Epístola, os quais representam a ANUNCIAÇÃO, a ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS, a VISITA DE SANTA ISABEL, a NATIVIDADE, o MENINO JESUS entre os Doutores e a Fuga para o  Egito.
* A visitação é diária, no período da tarde.
* A capela de planta retangular, abre para o exterior por um portal ladeado por duas colunas corintías caneladas assentes em pedestrais, sendo o portal rematado por um  nicho com decoração flamenga, desenhado por Manuel Luís, em que se abriga uma imagem de barro de Nossa Senhora de Agosto.
* No interior do templo, iluminado pela grande janela rasgada na fachada, a abóboda elevada sobre o espaço quadrado da nave é de cruzaria tardo-gótica, mostrando já motivos ornamentais maneiristas.
* Um arco-cruzeiro de volta-redonda, assente em pilastras jónicas, separa a nave da capela-mor, sendo esta coberta por uma pequena abóbada de canhão, com dois tramos formados por caixotões de granito que arrancam de mísulas clássicas.

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".      

IGREJA DE SANTO ILDEFONSO - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL





* A "Igreja de Santo Ildefonso" está localizada na Praça da Batalha, freguesia de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto.
* A igreja foi reconstruida a partir do ano de 1730, por se encontrar em ruínas a primeira igreja, tendo ficado concluida no ano de 1739, sendo dedicada a Santo Ildefonso de Toledo.
* A fechada é composta por duas torres sineiras com dentilhões nas cornijas, rematadas em cada face por esferas e frontôes de fantasia. Por cima do entablamento ergue-se o nicho do padroeiro. Guarnecem as paredes azulejos de Jorge Colaço (1932) (*), com cenas da vida de Santo Ildefonso e alegorias da Eucaristia.
* A nave é de tipo poligonal em estilo proto-barroco, com teto em madeira e estuques ornamentais repetidos nas paredes. Os altares laterais são obras neo-clássicas e os colaterais são de talha rococó. O retábulo em talha barroca é rococó da segunda metade do século XVIII.

NOTA DO AUTOR: (*) Nasceu no Consulado de Tânger em Marrocos, onde seu pai era diplomata, tendo falecido em Caxias, com 74 anos, em 23 de Agosto den 1942. Foi um pintor português.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ANTIGA, MUY NOBRE, INVICTA E SEMPRE LEAL CIDADE DO PORTO





CÃMARA MUNICIPAL DO PORTO

* O atual  edifício da "Câmara Municipal do Porto", foi projetado pelo Arquiteto Correia da Silva (António) e começou a ser construido no ano de 1920.
* O projeto surgiu na sequência do plano de expansão do cento cívico elaborado pelo arquiteto inglês Barry Parker (*), aprovado em 1916. A concretização deste plano levou à expansão para norte da Praça da Liberdade (antigo Passeio das Cardosas), abraindo a Avenida dos Aliados (antiga Avenida das Nações Aliadas) e a Praça do General Humberto Delgado (ex-Praça do Município).
* Apesar de ter  sido iniciado em 1920, as obras do edifício dos paços do concelho sofreram inúmeras interrupções, tendo sido introduzidas alterações ao projeto inicial, pelo Arquiteto Carlos Ramos (**). Os serviços camarários só se instalaram no novo edifício no ano de 1957 (por coincidência ano do nascimento do autor).
* O edifício é constituido por seis pisos, uma cave e dois pátios interiores. A torre central, com setenta (70) metros de altura, possui um relógio de carrilhão, acessível por uma escada interior de cento e oitenta (180) degraus. Os interiores, de mármore e granito, são ricamente decorados.
A fachada de granito - retirado no início do século XX das pedreiras de São Gens e de Fafe - é decorada com uma dúzia de esculturas, da autoria de José de Sousa Caldas e Henrique Moreira (***) representado as várias atividades ligadas desde sempre ao Porto, tais como a viticultura, a indústria ou a navegação.



NOTAS: 
(*) BARRY PARKER: arquiteto e urbanista inglês, nascido em Cherterfield em 1867, faleceu em 1947 e popularizou-se o movimento "Arts and Crafts", junto com Raymond Unwin. Deixou trabalhos seus tanto em Portugal, como no Brasil.
(**) CARLOS RAMOS (CARLOS João Chambers RAMOS), arquiteto, urbanista e pedagogo, nasceu na cidade do Porto em 15 de Janeiro de 1897 e faleceu na mesma cidade no ano de 1969, com 72 anos de idade.
(***) HENRIQUE MOREIRA (HENRIQUE de Araújo MOREIRA), escultor, nascido na freguesia de Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia em 1890, onde faleceu no ano de 1979, com 89 anos de idade.

terça-feira, 28 de junho de 2011

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE AVÉ-MARIA!

* O "MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE AVÉ-MARIA" foi um edifício, demolido no final do século XIX, que albergou freiras beneditinas, localizado na cidade do Porto, concretamente no Largo de São Bento (a Praça Almeida Garrett dos nossos dias).
* No seu local foi construida a Estação Ferroviária do Porto-São Bento, nos inícios do século XX.
* No princípio do século XVI, mais precisamente no ano de 1518, o rei Dom Manuel I, que no ano anterior outorgara foral ao Porto, mandou construir à custa da sua fazenda, o "Mosteiro da Avé-Maria" ou "da Encarnação" das monjas de São Bento, dentro dos muros da cidade, no local chamada das "Hortas do Bispo" ou "da Cividade". 
* Desejando o rei que os Mosteiros das Religiosas se transferissem dos montes para as cidades, neste vieram a ser recolhidas as monjas procedentes dos Mosteiros de Rio Tinto, Vila Cova, Tarouquela e Tuías, no dia 06 de Março de 1535. No século XVI recebeu, ainda, algumas freiras de um extinto mosteiro em Macieira de Sarnes (o autor carece de dados oficiais). Foi a sua primeira abadessa Dona Maria de Melo, monja de Arouca e, ao mesmo tempo, regedora do Mosteiro de Taroquela (freguesia que pertence áquele concelho do distrito de Aveiro).
* Vários testemunhos referem-se ao Real Convento como uma maravilha em decoração e magnificência, deduzindo-se ter predominado inicialmente o estilo manuelino. Deduz-se...pois foram muitas as alterações e aditamentos que a igreja e o convento sofreram durante os anos, a última motivada por um grande incêndio no ano de 1783; sendo que ao tempo da demolição apenas restava um arco manuelino da sua traça primitiva.
* Com a afirmação do Liberalismo no início do século XIX, este regime, depois de extintas as ordens religiosas, confiscou todos os seus bens por decretos dos anos de 1832 e 1834, determinando que estes passassem para o Estado após a morte da última religiosa. No caso do Mosteiro de Avé-Maria, esta terá falecido apenas no ano de 1892, ficando as instalações devolutas. Contam-se várias histórias de que, em certas noites, ainda é possível ouvir as rezas da monja a ecoar pelos corredores das alas da (agora) Estação Ferroviária! (O autor ouviu da boca dos seus avós a confirmação deste fato).
* A demolição dos claustros inicia-se cerca de 1894 e a da igreja processa-se entre Outubro de 1900 e Outubro de 1901. As ossadas das monjas foram recolhidas numa catacumba mandada construir no Cemitério do Prado do Repouso, pela Câmara Municipal do Porto, no ano de 1894.
* Muito do seu espólio perdeu-se por altura da demolição, incluindo uma grande variedade de azulejos-tapete, sendo que alguns vieram a ser recolhidos por Rocha Peixoto (António Augusto da, arqueólogo, nascido na Póvoa de Varzim em 18.Maio.1866 e falecido em Matosinhos em 02.Maio.1909, com 43 anos). O que resta do espólio pode apreciar-se no Museu do Seminário do Porto (a talha), na Igreja de São João das Caldas de Vizela (o retábulo-mor da igreja), no Paço de São Cipriano em Guimarães (os azulejos do claustro), no Museu Nacional da Arte Antiga, em Lisboa (o báculo da Abadessa) e no Mosteiro de Singeverga em Roriz (o cibório com pedras finas).


Compilado por "texasselvagem", em Gondomar.

NOTAS: Todos os parênteses () são da autoria do autor, pelo que só a ele veiculam.
                 O texto foi redigido segundo as novas Normas do Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.

FONTES: Publicações do acervo do autor e a preciosa ajuda da "wikipédia, livre".