terça-feira, 20 de setembro de 2011

QUINTA DE SACAIS!

* A "QUINTA DE SACAIS" fica na freguesia do Bonfim, cidade do Porto, e é uma das muitas quintas que  rodeavam o Porto antigo. Hoje, a sua propriedade imensa está urbanizada e imersa na Baixa portuense. Porém a sua antiga residência solarenga ainda existe, com entrada pela Avenida Camilo.
* Com o rei Dom Sebastião, partiu para África Dom Ayres da Silva. Este, que era prelado, levou um amigo, proprietário dessa quinta. Aconteceu que o dono da quinta foi feito prisioneiro (à semelhança do rei). Por esse fato - logo que se soube da sua detenção - a propriedade passou-se a chamar "Quinta do Cativo" (existe a Rua do Cativo, na zona da Praça da Batalha, que pertence à freguesia da Sé).
* A partir do ano de 1788 a Quinta do Cativo aparece dividida: uma, com uma bela residência de Nicolau Francisco Guimarães, Cavaleiro da Ordem de Cristo (a) e outra, a sul, do seu irmão, António José Guimarães, sendo que a esta se chamou de "Quinta do Prado", tendo vindo a pertencer ao bispo e foi nos seus terrenos que a Câmara mandou construir o "Cemitério do Prado do Repouso".
* No ano de 1869, a "Quinta do Cativo" tinha  já novo proprietário, Manuel José de Sousa Araujo, que morreu nesse mesmo ano, passando o imóvel a um homem bastante abastado de nome Brandão.
* Na quinta chegou a estar o Paço Episcopal, tendo nela vivido os últimos anos de vida Dom António Barroso, que chegou a ser um dos bispos da cidade do Porto.

NOTAS DO EDITOR:
a) - Nascido em 22.Maio.1752, na cidade do Porto e na mesma falecido, com 54 anos de idade, em  09.Novembro.1807;
b) - ANTÓNIO (José de Sousa) BARROSO, nascido na freguesia de Remelhe, concelho de Barcelos e falecido com 63 anos de idade, em 31.Agosto.1918, nesta quinta da cidade do Porto, freguesia do Bonfim.


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem"
TEXTO REDIGIDO SEGUNDO AS NOVAS NORMAS DO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ARCA DE ÁGUA DE MIJAVELHAS!



* O "POÇO ou  ARCA DE ÁGUA DE MIJAVELHAS" é um reservatório de água construido no século XVI, situado no então Campo de Mijavelhas (hoje Campo Vinte e Quatro de Agosto), na freguesia do Bonfim, da cidade do Porto.
* A arca de água de Mijavelhas  servia para proporcionar o abastecimento de água  à cidade, captando mananciais de água para levar às fontes e chafarizes da cidade, onde os aguadeiros se abasteciam. Até Março do ano de 1882, quando foi assinado o contrato para abastecimento  ao domicílio entre a Câmara e a Compagnie Général des Eaux pour l'Etranger, os portuenses que não possuissem poços tinham de se abastecer nas fontes.
* Estas fontes eram abastecidas por  cursos de água como o manacial do Campo Grande. Uma das fontes que beneficiava da água desse manancial era o chafariz da Rua Chã (na freguesia da Sé), abastecido pela arca de água de Mijavelhas e dos seus reservatórios. Esta água era ainda utilizada para regar campos de cultivo e fazer mover as mós dos moinhos que funcionavam perto da Quinta do Prado - propriedade do bispo - e também destinada ao seu recreio e onde, após a vitória dos liberais no Cerco do Porto, foi criado o ainda existente Cemitério do Prado do Repouso (cujas entradas se fazem pelos Largos Soares dos Reis ou do Padre Baltazar Guedes). Esta arca, desaparecida a fonte, perdeu utilidade e a sua memória esquivou-se.
* O topónimo "Mijavelhas" é uma designação  pitoresca que teve origem - segundo uma antiga tradição - por ser ali que as mulheres se "aliviavam" quando vinham de Valongo e São Cosme (Gondomar) à cidade,  para vender produtos agrícolas e pão nas feiras de São Lázaro.
* Aquando das escavações para o "Metro do Porto", durante a construção da estação "Campo Vinte e Quatro de Agosto", encontrou-se a arca onde se armazenava a água, constituida  por um poço com mais de seis metros de profundidade. As ruínas foram preservadas e incorporadas na estação, encontrando-se lá expostas para quem quiser obter um pouco de conhecimento desta história. 


Compilado em Gondomar, por "texasselvagem".
TEXTO REDIGIDO SEGUNDO O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO PARA A LÍNGUA PORTUGUESA.

CASA DO POÇO DAS PATAS!

* Nos tempos atuais esta designação aparece numa Travessa (Poço das Patas) que liga a Rua de Coelho Neto à Rua de Santo Ildefonso, na zona do Largo do Padrão, na cidade do Porto.
* Trata-se de uma casa apalaçada, que por causa do terreno alagadiço (que deu fama e nome à zona), hoje Campo Vinte e Quatro de Agosto, teve de ficar em cima de estacas. 
* O edifício que hoje alberga a JUNTA DE FREGUESIA DO BONFIM foi construido no ano de 1812 por Francisco de Sousa Cirne de Madureira, um dos revolucionários de 1820, para ser a residência habitacional da Quinta do Reimão, a propriedade da sua família. À época "os Cirne" eram uma influente família portuense que gerou um dos nossos Feitores da Flandres.
* O edifício foi sua pertença até ser comprado por Joaquim Domingos Ferreira Cardoso, em sociedade com Eduardo Ferreira Pinheiro, no ano de 1882, por noventa e cinco contos de reis. Eram então donos da quinta Dona Maria Ana Isabel de Sousa Cirne Teixeira Blanco e seu irmão António de Azevedo Cabral Teixeira Cirne. As armas dos "cirnes", que ornamentavam o cimo da fachada principal, foram picadas no ano de 1890 e substituidas pelo ornato de granito que encima o edifício (que perdura ainda em nossos dias).
* Entretanto, a quinta foi loteada e urbanizada. Nos antigos terrenos de cultivo e jardim construiram-se casas e resgaram-se as ruas dos Duques de Palmela, de Saldanha e da Terceira, do Conde de Ferreira, do Barão de São Cosme, de Ferreira Cardoso e a de Joaquim António de Aguiar.
* No ano de 1896, o edifício principal da quinta foi comprado pela Junta de Freguesia, por vinte contos de reis, para lá instalar a escola primária. Posteriormente veio a albergar o Liceu do Porto, já  desaparecido por ter sido integrado no Liceu Rodrigues de Freitas, até sofrer obras, já no ano de 1955 que lhe permitiram acolher a sede da Junta de Freguesia que ocupa presentemente o edifício, mantendo-se a escola primária em anexo..

Compilado em Gondomar, por "texasselvagem". 

MUSEU MILITAR DO PORTO!



* O "MUSEU MILITAR DO PORTO" é uma instituição pertencente ao Exército Português, vocacionada para a preservação da história militar.
* A vontade (necessidade) de criar um Museu Militar partiu do meio civil, liderado pela Câmara Municipal do Porto e à volta da coleção do pintor portuense JOAQUIM VITORINO RIBEIRO, corria o ano de 1920, quando o Presidente da República (de então), Doutor António José de Almeida, inaugurou uma exposição sobre a Revolução Liberal de 1820, na cidade do Porto.
* A Instituição Militar, em 1957, através da sua Região Militar do Norte (na época Comando da 1ª Região Militar), tentou fazer um levantamento das tradições histórico-militares e adaptar o Castelo de São João da Foz do Douro para museu.
* A partir do ano de 1970, procura-se uma alternativa áquele Castelo, para instalar o Museu Militar, devido ao elevado custo da adaptação do imóvel. Esse espaço veio a surgir, somente, no ano de 1977, num edifício situado no termo da Rua do Heroismo (desenvolvendo-se ainda para o Largo Soares dos Reis), na freguesia "tripeira" do Bonfim, onde funcionara a delegação da PIDE/DGS (Polícia Internacional de Defesa do Estado/Direção-Geral de Segurança), desde a década de quarenta e até 1974 (25 de Abril).  
* O Conselho da Revolução, pelos decretos-leis 947/76 de 31 de Dezembro e 242/77 de 08 de Junho, define os objetivos e cria o MUSEU MILITAR DO PORTO. A sua inauguração solene efetuou-se em 21 de Março de 1980, pelo então Presidente da República Portuguesa, General António dos Santos RAMALHO EANES, e ficando definitivamente ao dispor do público.
* O acervo do Museu tem duas proveniências: ofertas particulares e material do Exército, com interesse histórico e museológico.
* O seu ex-libris é a coleção de miniaturas da evolução do soldado, desde a pré-história até aos nossos dias. Esta coleção é representada por cerca de dezasseis mil (16000) miniaturas, provenientes das mais famosas fábricas de miniaturas europeias e não só. Este museu dispõe também de uma sala específicamente dedicada à Revolta de 31 de Janeiro de 1891 (a "Janeirinha").
* O acervo compôe-se ainda de Bocas de fogo e Carros de combate, abarcando um período, entre os séculos XV e XX, que se encontra no parque das Armas Pesadas e no Pavilhão das Armas. Neste último espaço, pode-se observar a evolução das  armas brancas e algumas coleções de armas de fogo, entre outras peças de interesse histórico-militar, tornado-se um complemento aos conteudos programáticos do ensino da História Pátria e Mundial.
* Fora tudo o já descrito, o Museu complementa-se com uma pequena biblioteca temática que está ao dispor dos consulentes (público em geral).
* Passando agora um pouco à história do edificio, este foi inicialmente destinado à habitação de Dona Maria Coimbra, sendo mandado construir nos finais do século XIX. É uma construção caraterística de finais oitocentistas, concebido para residência familiar. Serviu para albergar freiras espanholas, durante a Guerra Civil Espanhola, e, depois de 1936 o Estado alugou o imóvel para nele instalar a polícia política (PIDE/DGS). Finalmente, no ano de 1948, o mesmo Estado acabou por adquirir o edifício a Dona Isménia Aurora Pinto Coimbra, por quatrocentos e cinquenta contos.

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domingo, 18 de setembro de 2011

PRAÇA DE FRANCISCO SÁ CARNEIRO





* A "PRAÇA FRANCISCO SÁ CARNEIRO" (mais conhecida pelos portuenses pela sua antiga designação "Praça de Velasquez") é uma praça na freguesia do Bonfim, da cidade tripeira e que fica ladeada pela Avenida Fernão de Magalhães, Ruas da Naulila, de Agostinho de Campos e de João Ramalho.
* O nome atual desta praça data de 1981 e homenageia o Doutor Francisco Lumbrales de Sá Carneiro, político, fundador e líder do então PPD (Partido Popular Democrático, hoje PARTIDO SOCIAL-DEMOCRATA), natural da cidade do Porto e que faleceu tragicamente num acidente de aviação no ano de 1980, em Camarate, às portas da capital.
* No centro do jardim existente na Praça foi erigido um monumento áquele estadista, que chegou a ser primeiro-ministro de Portugal, da autoria do escultor Gustavo Bastos e que foi inaugurado em 1990.


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sábado, 17 de setembro de 2011

COLÉGIO DOS ORFÃOS DO PORTO



* O "REAL COLÉGIO DOS ÓRFÃOS DO PORTO" situa-se na freguesia do Bonfim, na cidade do Porto e foi fundado pelo Padre Baltazar Guedes em 25 de Março de 1651, por alvará régio de Dom João IV, datado de 30 de Janeiro daquele ano (1651). A sua localização concreta é, precisamente, no Largo que hoje tem o nome do seu fundador (Largo Padre Baltazar Guedes).
* Foi fundado para recolher e educar os orfãos da diocese do Porto, dado que o número de crianças vadias na cidade era bastante significativo, sendo que estas viviam em extrema pobreza. Eram educadas através de uma sólida formação moral e religiosa, uma vez que o colégio estava ligado à Igreja Católica.
* Imediatamente a seguir à morte do seu fundador os diretores passaram a ser nomeadados pela Câmara Municipal.
* Porém, no ano de 1951, a direção do Colégio foi entregue aos Padres Salesianos (o que ainda se mantem até aos nossos dias), sendo da exclusividade destes a sua Administração. O edifício é património camarário, a quem está confiada a administração dos bens imobiliários, consistindo num extenso edifício com a igreja colegial anexa.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CAFÉ GUARANY - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!

 
* O "CAFÉ GUARANY" é um café e restaurante localizado na Avenida dos Aliados (antiga Avenida das Nações Aliadas), em plena baixa da cidade do Porto.
* Integrado num surto de abertura de cafés no Porto na década de 1930, a 29 de Janeiro de 1933 foi inaugurado o "Café Guarany",  projeto do arquiteto Rogério Azevedo (1) com decoração do escultor Henrique Moreira (2).
* Espaço de convívio, tertúlias e cultura desde a sua fundação; no ano de 2003 este café foi totalmente restaurado, buscando um compromisso entre a tradição e a qualidade de serviço. Uma das paredes  passou a ostentar pinturas de Graça Morais (3).

NOTAS DO EDITOR:
(1) - Rogério (DOS SANTOS) de Azevedo, nascido em 25 de Junho de 1898, na cida de Porto, na qual viria a falecer no ano de 1983, com 85 anos de idade, foi um arquiteto que sofreu influências da escola francesa e italiana através de José Marques da Silva. A sua obra foi feita fundamentalmente durante o Estado Novo.

(2) - Henrique (ARAUJO) Moreira, nascido na freguesia de Avintes, concelho de Vila Nova de Gaia no ano de 1890, onde também faleceu no ano de 1979, com 89 anos de idade, foi um escultor diversas vezes distinguido, entre as quais com as medalhas de ouro nas exposições de Lisboa e Sevilha. Foi aluno do mestre António Teixeira Lopes, na Academia Portuense de Belas Artes (hoje Escola Superior de Belas-Artes do Porto).

(3) - MARIA DA (Graça) PINTO DE ALMEIDA (Morais), nasceu em Vieiro-Freixiel, concelho de Vila Flor em 17 de Março de 1948 é uma pintora, ceramista e cenógrafa inúmeras vezes premiada pelas suas obras, quer a nível pictórico, quer a nível de escrita.

Compilado por "texasselvagem", em Gondomar.

CAFÉ MAJESTIC!

* O "MAJESTIC" é um café histórico, localizado na Rua de Santa Catarina, na cidade portuense.
* A sua relevância advem tanto da ambiência cultural que o envolve, nomeadamente a tradição de café tertúlia, onde se encontravam várias personalidades da vida cultural e artística da cidade, como também da sua arquitetura de identidade "Arte Nova".
* Inaugurado a 17 de Dezembro de 1921, com o nome de "Elite", o café situado no número 112 da Rua de Santa Catarina, esteve desde logo associado a uma certa frequência das pessoas distintas da época. Um dos que esteve presente na inauguração foi o piloto aviador Gago Coutinho, acabado de chegar de uma viagem à Ilha da Madeira, e que ficou encantado com o esplendor da decoração arte nova.
* No ano seguinte o nome mudaria de "Elite" para "Majestic", sugerindo o chic parisiense, mais de encontro à clientela que pretendia atrair, e tão apreciado à época.
* Frequentaram o café nomes como Teixeira de Pascoaes, José Régio, António Nobre, o filósofo Leonardo Coimbra. Mais tarde veio a tornar-se lugar assíduo para os estudantes e professores da Escola de Belas Artes do Porto (ali para os lados de São Lázaro).
* Uma outra das conhecidas tertúlias que o animou era constituida pelo escultor José Rodrigues, e pelos pintores Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro. Este grupo adotaria, devido à classificação final do curso, o irónico nome de "Os quatro vintes" e manter-se-ia unido numa série de exposições no Porto, em Lisboa e em Paris nos anos de 1968 a 1971.
* Hoje em dia continua a ser animado com recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura, lançamentos de livros, realização de algumas cenas para filmes nacionais ou estrangeiros.
* A partir da década de 1960, a transformação do ritmo de vida provocou o declínio destes estabelecimentos e o "Majestic" não escapou a essa sorte até aos primeiros anos da década de oitenta.
* Porém, a sua beleza original e o seu significado na cidade do Porto, valeram-lhe a classificação em 24 de Janeiro de 1983 de "Imóvel de Interesse Público" e "património cultural" da cidade, o que possibilitou que se iniciasse um processo de recuperação que, apesar de longo, permitiu a reabertura do café em Julho de 1994 com todo o seu antigo esplendor, convidando a reviver a fascinante Belle Époque.
* Na cave foi criada uma galeria de arte destinada a pequenas conferências ou exposições.
* Na biografia de J. K. Rowling escrita por Sean Smith, refere-se que a escritora passava muito tempo no "Café Majestic" a trabalhar no primeiro livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (apesar de a escritora ter saido do Porto em 1994 e o livro apenas ter sido publicado em 1997).
* Nos últimos anos, entre muitas outras figuras públicas, não deixaram de visitar e assinar o livro de honra os presidentes Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e o francês Jacques Chirac.
*  Uma das cerimónias da despedida de Macau, no final do período de administração portuguesa, teve ligar neste emblemático café com a presença do Embaixador da China em Portugal.

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CAFÉ " A BRASILEIRA DO PORTO" - MINHA CIDADE NATAL!



* "A BRASILEIRA" é um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, localizado na Rua Sá da Bandeira, em plena baixa.
* De acordo com um projeto do arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira, "A Brasileira" tem uma notável fachada, com o magnífico "pára-sol" de ferro e vidro, e um interior deslumbrante, em que sobressaem os cristais, os mármores e o mobiliário de couro gravado. A chamada "sala pequena" foi, nos últimos anos, separada e é hoje explorada pela multinacional "Caffé di Roma". O restante espaço esteve encerrado durante vários anos e reabriu recentemente como restaurante.
* O estabelecimento foi fundado por Adriano Teles, farmacêutico no Porto - que ainda jovem - decidiu tentar a sua sorte emigrando para o Brasil. Lá, dedicou-se ao negócio do café, com o que enriqueceu nos finais do século XIX.
* De regresso à sua cidade do Porto, montou uma torrefação e fundou "A Brasileira", inaugurada em 04 de Maio de 1903, com a finalidade de servir café à chávena. Não havia na cidade - por essa altura - o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café.
* Numa visão, do que hoje poderíamos chamar de marketing, Adriano Teles mandou pintar em várias paredes e pardieiros da cidade o slogan que se tornaria famoso: "o melhor café é o d'A Brasileira".
* Adriano Teles não se quedou pelo Porto, abrindo "A Brasileira" de Lisboa, no Chiado, no ano de 1905 e "A Brasileira" de Braga, no ano de 1907.
* Transformado em restaurante, "A Brasileira" tem atualmente como especialidades:
- Bacalhau à casa,
- Polvo à lagareiro,
- Timbal de frango,
- Lombinhos de vitela com ananás,
- Bife com massa folhada e,
- Bifinhos com cogumelos.


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CAFÉ "ÂNCORA D'OURO" - PORTO, A MINHA CIDADE NATAL!



* O "CAFÉ ÂNCORA D'OURO", conhecido mais popularmente como "O Piolho", é um  café  reputado como o local de encontro de estudantes da Universidade do Porto.
* A sua inauguração data do já longínquo ano de 1909. Tendo cumprido o seu centenário, pertence ao grupo dos cafés mais antigos da cidade do Porto.
* "O Piolho" situa-se no número 45 da Praça Parada Leitão, facilmente visível a partir da Praça dos Leões.
* A sua frequência é tradicionalmente do universo estudantil, em parte devido a estar rodeado pela antiga Faculdade de Ciências e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.
* É voz corrente que o café terá ganho o epíteto de "Piolho" devido à aglomeração de estudantes num espaço que, face a tamanha afluência, começava a tornar-se exíguo. Uma outra versão é contada por Fernando Coelho dos Santos (antigo empregado do estabelecimento, já falecido). Segundo ele, desaguavam logo pela manhã no café leiteiras, padeiras, carniceiras e outras comerciantes do mercado do Anjo (a atual Praça de Lisboa) que traziam uma caneca de alumínio e lá tomavam o café com leite. Os estudantes terão então chamado a essa frequência de clientes mais humildes "uma piolheira".
* Com uma ou outra versão, certo é, que poucos conhecem o estabelecimento pelo seu verdadeiro nome.
* Foi o primeiro café na cidade a ter eletricidade e em 1957, o único a ter televisão. Foi ainda o primeiro a adquirir uma famosa máquina italiana de café "La Cimbali" que deu origem ao "cimbalino", nome que os portuenses dão ainda hoje ao café expresso.
* Não sendo a única, mas talvez a maior especialidade do estabelecimento, é a célebre "francesinha".

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