segunda-feira, 14 de março de 2011

DESLIZES...PORMENORES INFELIZES!

* Por motivo de uma inquietação, aliada a um estado depressivo e estressante que tem vindo a causar alguns transtornos a nível familiar e até profissional, este vosso amigo - permitam-me chamar-vos assim - teve de alterar alguns hábitos que já faziam parte da rotina. Comecemos pelo mais importante; quem me conhece a nível profissional, sabe que sempre fiz atendimento ao público. Mudavam as chefias, mudei de seção e de serviço, mas continuei sempre naquelas funções (e já lá vão cerca de trinta anos de fisco). Sentia-me realizado e satisfeito, quanto bastasse, para quer continuar...
* Dava-me a possibilidade de tomar contato com situações que de outro modo não seriam conhecidas! Quem se dirige a um balcão de uma repartição (agora serviço) de finanças, não vai buscar rebuçados...muito pelo contrário, vem, a contragosto, porque é obrigado!
* Algumas dessas situações motivaram algumas quebras psíquicas e revolta pessoal dada a minha impotência para sanar as dificuldades (e estas existem e não serão tão poucas como nos pretendem fazer mostrar). 
* Perdoem-me, agora, alguns termos mais ténicos, mas ainda assim de fácil comprensão. Um agregado familiar composto por marido e esposa, sendo que só ele contribuia para o sustento da casa; pois ela tinha a profissão mais nobre - mas sem qualquer remuneração - que é a de dona-de-casa. E eis que surge uma doença incapacitante para o trabalho...(medicamentos, exames, taxas moderadoras) e vai-se a totalidade do "dinheirinho" que provinha da baixa médica. Mas a doença agrava-se, prolonga-se a agonia e o fim (inglório) surge. Acabam-se as fontes de subsistência, aparece a esmola da pensão de sobrevivência, mas existe património (que riqueza...), uma casa com cem anos, herdada dos avoengos e a necessitar de obras urgentemente  que paga de imposto à sociedade (todos nós) um valor que é bem superior à reforma de viuvez!
* Coitada, além de perder o marido, perdeu a base do seu sustento e ainda terá de continuar a pagar a contribuição da casa (casebre) pois...a foice encontra-se sob a sua cabeça...Não pagas, penhora-se...A casa não chega? Penhore-se a reforma!
* No preciso momento em que estou a "gatafunhar" estes rabiscos, estou de lágrimas nos olhos, com um "Victan" engolido há cerca de trinta minutos e antidepressivo tomado ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar, como habitualmente. 
* Penso que a verdadeira cura para todas as minhas maleitas foi ter feito (e fazer) parte de uma "corja", que de solidariedade social terá muito pouco (melhor nada...) E há para aí quem apregoe aos cinco cantos que estamos inseridos numa sociedade justa (em quê? Só se fôr para a diminuição do inteleto humano!)
* Como não consigo exprimir, oralmente, tudo o que me apoquenta (definitivamente fui parar à profissão errada), aqui fica, para para todos os meus amigos, com uma dedicatória especial aos ilustres JOÃO MARIA RIBEIRO DA SILVA, LUÍS MIGUEL MEIRELES e DAVID FARINHA PARELHO...e não me alongo mais, para não cansar os possíveis leitores/críticos, a quem apresento um sincero BEM-HAJAM (à boa maneira beirã) por toda a paciência!    


Escrito em Gondomar, por "texasselvagem".

2 comentários:

gundemarus disse...

Pois é Sr. Teixeira, é o que dá preocuparmo-nos demais com os outros.
E agora, quem se preocupa consigo.

Deite isso para trás das costas!

Anónimo disse...

És sempre o mesmo resmungão... estamos ali a cumprir ordens, não para as questionar e tal como noutras profissões temos que nos alhear dos problemas que não são os nossos...continuamos á tua espera. Filó